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Repertório sociocultural sobre inclusão digital 

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Construir um repertório sociocultural sobre inclusão digital é essencial para a redação. Afinal, ajuda a entender dados sobre o acesso à tecnologia no País.

Construir um repertório sociocultural sobre inclusão digital é essencial para quem está se preparando para o ENEM e vestibulares. Afinal, o debate sobre tecnologia, acesso à informação e pautas que envolvem a ampliação do uso da internet são temas relevantes. Nesse sentido, conhecer dados e materiais sobre esse assunto pode ser o diferencial para alcançar boa pontuação na redação.  

No cenário brasileiro, milhares de pessoas já possuem acesso à internet. Porém, ainda existe uma parte da população que não acessa as redes. Pesquisadores apontam que a inclusão digital e a social são fatores que se alimentam mutualmente.  

Além disso, a inclusão digital não deve ser entendida apenas como oferecer equipamentos e internet gratuita. Esse processo também engloba outras questões, como o conceito de letramento digital.  

Dessa maneira, o repertório sociocultural sobre inclusão digital inclui conceitos e compreensão do contexto socioeconômico brasileiro. Então, para entender mais sobre como usar a inclusão digital na redação, confira as dicas que preparamos para você. Boa leitura.  

repertorio sociocultural sobre inclusao digital 
O repertório sociocultural sobre inclusão digital inclui a compreensão da realidade brasileira no que diz respeito ao acesso a tecnologia – Foto: Freepik.

O que é inclusão digital?  

Inclusão digital é o conceito usado para se referir ao processo de promoção de equidade ao acesso às tecnologias da informação e comunicação – as famosas TIC’s. Essa abordagem engloba não somente o uso das TIC’s, mas a plena capacidade de participação e contribuição na sociedade digital. 

Sendo assim, a inclusão digital não pressupõe apenas entender como usar determinadas tecnologias, mas sim promover a educação tecnológica para o desenvolvimento de habilidades relacionadas aos meios de comunicação digitais.  

Dessa maneira, visa garantir que todos os cidadãos consigam participar ativamente da sociedade tecnológica exercendo seu direito à cidadania.  

Nesse sentido, outro conceito importante para o seu repertório sociocultural sobre inclusão digital é o de letramento digital.  

O que é letramento digital?  

O letramento digital atua em conjunto com a inclusão digital. O principal objetivo é fazer com que os indivíduos entendam como usar as tecnologias da informação e comunicação de forma eficiente. Isso abrange o desenvolvimento da habilidade de combinar recursos tecnológicos, e não apenas a capacidade de uso das telas.  

Essa abordagem surge da necessidade de fazer com que as pessoas saibam usar os recursos tecnológicos e permaneçam inseridas nela. A finalidade é promover a democratização do acesso as TIC’s alcançando a inclusão digital em todas as esferas sociais.  

Segundo o Glossário do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (CEALE) da Faculdade de Educação da UFMG, ser letrado digitalmente significa:  

“Ser letrado digital implica saber se comunicar em diferentes situações, com propósitos variados, nesses ambientes, para fins pessoais ou profissionais. Uma situação seria a troca eletrônica de mensagens, via e-mail, sms, WhatsApp. A busca de informações na internet também implica saber encontrar textos e compreendê-los, o que pressupõe selecionar as informações pertinentes e avaliar sua credibilidade.” 

Portanto, segundo o grupo de pesquisadores, um indivíduo letrado digitalmente consegue apreender criticamente as informações que recebe, bem como estabelecer comunicação assertiva nos meios de comunicação digitais.

A inclusão digital no cenário brasileiro  

Segundo o filosofo francês Pierre Levy “novas tecnologias criam novos excluídos”. Isso quer dizer que a inclusão social e a digital devem ser processos interligados. Nesse sentido, pesquisadores do tema no Brasil apontam que a exclusão social e exclusão digital são mutualmente alimentadas.   

Conforme divulgado pela última pesquisa TIC nos domicílios de 2023, cerca de 84% dos domicílios do país possuem acesso à internet. Assim, existem mais de 60 milhões de casas conectadas.  

Ainda que esses números possam parecer relevantes, é preciso considerar que a inclusão digital ainda não chegou a todos os brasileiros. A mesma pesquisa indica que, em 2023, ainda existiam cerca de 29 milhões de pessoas que não acessam a rede no país. Esse dado representa uma queda em relação a 2022, em que 36 milhões de brasileiros não acessavam a internet.  

Conforme aponta Alexandre Barbosa, gerente do Cetic, instituto responsável pela pesquisa: 

 “Apesar do recuo, o número de brasileiros desconectados ainda é preocupante, na medida em que muitas atividades e serviços são disponibilizados exclusiva ou preferencialmente no ambiente online. Não ter acesso à Internet pode significar estar excluído de inúmeras oportunidades” 

Por que a inclusão digital é relevante?  

Além do contexto brasileiro, outra informação relevante para compor o seu repertório sociocultural sobre inclusão digital diz respeito a entender a relevância do processo de ampliar o acesso as redes.  

Com o avanço tecnológico, a economia se transformou, avançando cada dia mais para a chamada Indústria 4.0. Essa, por sua vez, tem como base tecnologia como internet das coisas, inteligência artificial, transmissão de dados e big data.  

Além disso, o avanço da internet também cria oportunidades de inserção no mercado de trabalho e novos segmentos, como o marketing digital, por exemplo. Sendo assim, a inclusão digital se faz fundamental para que os indivíduos possam participar ativamente da economia do país, uma vez que a demanda por funções com alto grau de especialização em tecnologia cresce.  

Outro fator que torna a inclusão digital extremamente relevante é a promoção do acesso à informação. No contexto brasileiro, qualquer cidadão tem direito a acessar dados sobre o serviço público, como assegura a Lei de Acesso á Informação. Contudo, para que esse direito de fato seja consolidado, o país precisa assegurar que todas as pessoas possam acessar os portais da transparência, por exemplo, o Sistema Eletrônico de Informações ao Cidadão (e-SIC).  

Nesse sentido, a inclusão digital também representa acesso a cidadania, direito assegurado pela Constituição Federal de 1988. Uma vez que, atualmente, inúmeros serviços ofertados pela administração pública estão presente em ambientes digitais, como a plataforma gov.com.br, a qual concentra inúmeros outros portais e serviços relevantes a população brasileira.  

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Nos últimos anos, o acesso à tecnologia e a internet se tornaram tema de muitas produções, como séries, filmes e livros. Usá-las na redação pode ser um bom ponto de partida para tratar do tema.  

A seguir, o CRIA indica uma seleção de obras que ajudam a abordar o acesso à tecnologia, bem como, seu impacto na rotina das pessoas. Confira:  

1. Eu, Daniel Blake (2016)

“Eu, Daniel Blake” é um filme inglês de 2016 cuja história retrata a jornada de Daniel Blake, um carpinteiro que sofre um ataque cardíaco e é desaconselhado a retornar ao trabalho. Então, ele segue em busca dos benefícios concedidos pelo governo a pessoas na mesma situação que ele.  

Na sua busca por seus direitos, Blake esbarra na burocracia instaurada pelas instituições. Essa dificuldade de acesso é ampliada em razão de ele ser um analfabeto digital.  No decorrer da trama, o personagem principal desenvolve uma amizade com Katie, uma mãe solo que também está em busca de benefícios do governo.  

Onde assistir? Globoplay e Max.  

2. O Jogo da Imitação (2014)

“O Jogo da Imitação” aborda o início do desenvolvimento de computadores, ainda durante o século XX.  

A trama retrata a história parte da história de Alan Turing, matemático e cientista da computação inglês, considerado o pai da ciência da computação.  

O filme se passa no contexto da Segunda Guerra Mundial, período em que Turing liderou a equipe responsável por desenvolver um dos primeiros protótipos do que posteriormente seria um computador. A máquina desenvolvida tinha como objetivo quebrar o Enigma, código de comunicação usado pelos submarinos alemães.  

O filme mostra como as tecnologias da informação eram usadas durante aquele contexto, bem como, trata das evoluções deixadas por Turing.

Onde assistir? Prime Video e Netflix.

3. Medianeras (2011)

“Medianeras” é um filme argentino que tem como foco as conexões amorosas na era da internet. O título original do filme faz menção as laterais dos prédios que se transformaram em local para propaganda na cidade de Buenos Aires.  

A trama retrata a rotina de vizinhos que se conhecem pela internet, mas não sabem que moram um na frente do outro. Martín e Mariana vivem sozinhos em seus apartamentos e estabelecem contato por meio digital. Ao longo da história, essa conexão vai aumentando.  

Onde assistir? Amazon Prime Video, Apple TV e MUBI.

4. Dilema das Redes  (2020)

O documentário da Netflix mostra como a tecnologia tem tomado conta da rotina de milhares de pessoas ao redor do planeta. O roteiro explora também como o uso excessivo das redes sociais pode afetar a saúde mental.  

O filme também apresenta entrevistas com ex-funcionários de grandes empresas do Vale Silício, os quais explicam as maneiras como os algoritmos das redes sociais são projetados e os objetivos por traz disso.  

Onde assistir? Netflix.

5. Livro “1984”, Georgle Orwell  

O romance “1984”, de George Orwell traz um retrato distópico sobre a inclusão digital. Na trama, a tecnologia é utilizada como ferramenta de controle e opressão, onde a figura totalitária do Grande Irmão vigia cada movimento dos cidadãos por meio de telas e microfones.  

Neste cenário, apenas a elite do “Partido”, ou seja, a cúpula do governo totalitário, tem acesso e usa a tecnologia. Sendo assim, nesse ambiente, a inclusão digital fica restrita a uma pequena parte da população. Sendo assim, a informação é manipulada e a liberdade de expressão inexiste. Dessa forma, a maior parte da população é mantida na ignorância e na passividade, sem acesso às ferramentas que poderiam emancipá-la. 

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Agora que você conferiu o repertório sociocultural sobre inclusão digital, o CRIA pode ser a ferramenta ideal para esse processo. Mas o que é o CRIA

O CRIA é um corretor de redação por inteligência artificial que utiliza modelos de aprendizado de máquina gerados por meio de redações escritas por alunos reais e corrigidas por professores. 

Além disso, o CRIA realiza previsões de notas por competência, análise de contexto na introdução, previsão de defesa de tese, previsão de fuga ao tema, previsão de intervenção, uso de parônimas e homônimas, etc. 

Mas o que o CRIA faz por você? 

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