Você já sentiu que seu texto está “andando em círculos”? A redundância é uma das armadilhas mais comuns entre os candidatos do ENEM e pode custar pontos valiosos na Competência 4. Mais do que apenas repetir palavras, a redundância ocorre quando ideias e informações são apresentadas sem acrescentar nada de novo, tornando a leitura cansativa e pouco eficiente.
Para impressionar a banca corretora e garantir a fluidez do seu argumento, é fundamental aprender a identificar vícios como o “subir para cima” ou o “há muito tempo atrás”. Neste guia completo, vamos explorar os tipos de redundância e ensinar as melhores técnicas de coesão referencial para você escrever com clareza, objetividade e segurança. Boa leitura!
O que redundância em um texto?
A redundância é a repetição desnecessária de palavras, ideias, informações ou expressões em um texto, o que pode resultar em uma comunicação repetitiva e pouco eficiente. Então, ela ocorre quando algo é dito mais de uma vez, de maneira que a informação extra não acrescenta nada de novo ou relevante ao contexto.
Existem diferentes tipos de redundância, às quais o candidato deve se atentar para não cometê-las ao longo de sua redação. Afinal, a redundância compromete a clareza, a objetividade e a fluidez do texto, tornando-o prolixo e cansativo para o leitor.
Então, se você quer impressionar a banca corretora de redação oficial do ENEM, nada de ser redundante.
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Quais são os tipos de redundância?
A escrita de qualidade deve ser clara e concisa. No entanto, os participantes do ENEM frequentemente caem na armadilha da redundância ao usar palavras ou expressões que repetem informações inúteis.
Assim, a redundância é um conteúdo abrangente que pode se subdividir em várias categorias. Então, veja a seguir alguns tipos e exemplos:
Redundância lexical:
Há repetição desnecessária de palavras na mesma frase ou no mesmo contexto.
Exemplo: “subir para cima”, “descer para baixo”, “entrar para dentro”.
Redundância semântica:
Há repetição de ideias ou informações utilizando diferentes palavras, ou expressões.
Exemplo: “repetir novamente”, “sair para fora”, “há muito tempo atrás”.
Redundância pleonástica:
Em que se adiciona uma informação que já está implícita ou conhecida.
Exemplo: “vi com meus próprios olhos”, “suba para cima”, “descer para baixo”.
Redundância estrutural:
Na qual se repete uma mesma estrutura gramatical.
Exemplo: “Ele corre, pula e salta” (repetição de verbos no mesmo padrão).
Redundância explicativa:
Se repete uma informação para enfatizá-la ou esclarecê-la, mesmo que não seja necessário.
Por exemplo: “a cor vermelha, que é vermelha”.
Redundância circunstancial:
Repete-se uma mesma informação de contexto.
Exemplo: “No mês de janeiro, no início do ano”.
Redundância tautológica:
A mesma ideia é repetida, utilizando palavras sinônimas.
Por exemplo: “sair para fora” (repetição do sentido de sair).
Como evitar a redundância na redação do ENEM?
Evite a repetição de palavras para escapar da redundância na redação do ENEM, que prejudica a estética e o fluxo adequado da sua produção e resulta em um texto enfadonho e confuso. Então, atente-se e utilize a coesão referencial ao retomar termos por meio de pronomes, artigos e advérbios.
Além disso, é possível utilizar sinônimos ou mencionar um grupo mais abrangente (por exemplo, doces) ou mais específico (por exemplo, brigadeiro). Sempre revise seu texto em busca de redundâncias e corrija-as conforme necessário.
Mas o que é coesão referencial?
A coesão referencial é responsável por estabelecer uma conexão entre termos ou elementos já mencionados no texto, assim, evitando repetições desnecessárias. Desse modo, permite que o leitor compreenda claramente a referência feita, facilitando a compreensão do texto como um todo.
Existem várias formas de estabelecer uma coesão referencial no texto:
- Pronomes: tanto os pronomes pessoais quanto os pronomes demonstrativos podem fazer essa papel referencial. São eles: ele, ela, eles, elas, este, essa, aquele, aquela.
Exemplo: “A estudante estava ansiosa para fazer a prova, porém ela respirou fundo e se concentrou.”
- Artigos definidos ou indefinidos: além de identificar o gênero da palavra e indefinir outras, os artigos também são responsáveis pela coesão textual. São eles: a, o, as, os, um, uma, uns, umas.
Exemplo: “O carro estava estacionado. O veículo chamou a atenção dos pedestres.”
- Advérbios: utilize advérbios de lugar ou de tempo para estabelecer a referência espacial ou temporal. São eles: aqui, ali, lá, hoje, ontem, depois.
Exemplo: “João comprou um presente. Ele o entregou aqui mesmo.”
- Sinônimos: utilizar os sinônimos de maneira correta pode evitar a redundância lexical, isto é, repetição da mesma palavra.
Exemplo: A professora estava avaliando os alunos que estavam de recuperação. Assim, a docente definiu quem passaria e quem estaria reprovado.
Perguntas frequentes:
A redundância é a repetição desnecessária de palavras ou ideias que não acrescentam informações relevantes ao contexto. Ela compromete a clareza e torna o texto prolixo para o corretor.
É um tipo de redundância onde se adiciona uma informação que já está implícita no termo usado. Exemplos clássicos incluem “entrar para dentro” ou “vi com meus próprios olhos”.
Embora a redundância sozinha raramente leve à nota zero, ela prejudica diretamente a avaliação das competências que analisam a estrutura gramatical e a construção da argumentação, impedindo que você alcance a nota máxima nestes critérios.
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