Todo estudante é capaz de autorregular sua aprendizagem. Isso significa observar, supervisionar e controlar seu comportamento, motivação e pensamento de acordo com seus objetivos. No entanto, alguns procrastinam os estudos, o que pode prejudicar seu desempenho.
A procrastinação se caracteriza pelo adiamento não estratégico de ações, decorrente da disfuncionalidade no processo de autorregulação. Por isso, ela pode ser um grande desafio que muito candidatos de provas vestibulares podem enfrentar.
Nesse sentido, o CRIA elaborou algumas para te guiar para aprender a como parar de procrastinar nos estudos. Boa leitura.
O que é procrastinação?
Segundo o dicionário Priberam, a procrastinação é o ato de adiar, de deixar para depois. Então, podemos dizer que a procrastinação é a inclinação a adiar tarefas necessárias para atingir um objetivo. Ela não é um fenômeno linear e, portanto, não pode ser medido como uma manifestação de um comportamento específico.
Assim, uma pessoa deixa de fazer tarefas não apenas por motivos deliberativos, mas também porque não sabe como fazê-lo ou porque tem aversão à tarefa.
Diversos estudos mostraram que a procrastinação tem características negativas ou prejudicais. Desse modo, pessoas com baixa percepção de aprendizado tendem a procrastinar por medo de não conseguir o que precisam fazer.
Você também pode se interessar por:
- Corretor online de redação do ENEM: como funciona?
- Inteligência artificial para corrigir redação: o que é?
Dicas de como parar de procrastinar nos estudos
A procrastinação é um desafio comum que muitos estudantes enfrentam em sua jornada de estudos. Então, adiar o estudo e as tarefas pode prejudicar o desempenho e aumentar o estresse. No entanto, superar a procrastinação pode ser possível por meio de estratégias eficazes.
Desse modo, confira algumas dicas de como parar de procrastinar nos estudos:
1. Entenda como funciona o seu processo de aprendizagem
Há milênios utilizamos os mesmos métodos educacionais, como as salas de aulas convencionais, em que o professor se situa a frente, os estudantes que ficam enfileirados, um atrás do outro.
Embora esse método padrão seja o mais utilizado, ele não serve para todos os estudantes, tendo em vista que a subjetividade do aluno não é levada em conta, os massificando. Assim, supõe-se que todos os estudantes aprenderiam de maneira uniforme e no mesmo ritmo.
Diante disso, muitos podem se sentir invisíveis, conferindo o resultado apenas quando chegam as notas das avaliações. Então, se essa é uma dificuldade que você enfrenta, pode tentar procurar os métodos de aprendizagem que façam sentido para a sua maneira de estudar.
Além disso, vale ressaltar que a condição de aprendizagem pode ser muito diferente, a depender dos recursos disponíveis.
Pare para pensar, se você costuma utilizar muito o celular para as redes sociais e esse é o seu único dispositivo para os estudos, pode ser difícil ler textos, assistir video-aulas, já que as notificações são muito mais interessantes.
2. Descubra o que te motiva
Um problema educacional relevante é a falta de motivação para aprender. Segundo o dicionário Priberam, a motivação é “acto ou efeito de motivar ou de se motivar, de estimular ou de se estimular”.
Assim, no campo dos estudos psicológicos, 2 teorias que se destacam no estudo da motivação na escola são a da autodeterminação e a das metas de realização.
De forma geral, ambas buscam entender o porquê um estudante faz ou participa de uma atividade. Desse modo, compreender os motivos pelos quais o estudante precisa focar nos estudos é chave para se manter motivado.
Os motivos são subjetivos, ou seja, depende dos objetivos de cada participante.
3. Crie uma rotina de estudos
A partir do entendimento de quais metodologias de aprendizagemfu ncionam para você, é possível criar uma rotina de estudos para combater a procrastinação e avançar nos estudos.
Por meio de uma rotina, não há o processo de decisão: “o que vou estudar hoje?” ou “quando eu vou estudar?”. Afinal, todo esse processo já foi delimitado anteriormente, e o desafio maior será deixar de lado as distrações durante o estudo.
Além disso, com uma rotina e cronograma, é possível mensurar e verificar se o planejamento está sendo seguido, ou seja, se os objetivos estão sendo alcançados.
4. Utilize um sistema de recompensas
Um sistema de recompensas deve estar sintonizado com os fatores que os estudantes considerem motivadores para si. Desse modo, é comum utilizar esse recurso para driblar o processo de procrastinar nos estudos.
Essas recompensas podem ser intrínsecas e extrínsecas, ou seja, aquelas que o próprio estudante se dá e aquelas que ele pode receber pela visão externa. Então, em uma recompensa intrínseca, ou aluno pode se oferecer uma pausa para acessar as redes sociais, tirar um cochilo, pausa para lanche, etc.
Então, durante os estudos, realize intervalos para que o foco aumente durante esse período. Essa recompensa pode ser personalizada, podendo ser qualquer coisa que desejar.
5. Divida metas em pequenas tarefas
“Estudar para o ENEM” ou “estudar para o vestibular” é uma tarefa que demandaria meses e até mesmo anos. Por isso, pode parecer um desafio quase impossível de enfrentar.
Para diminuir essa grande tarefa, é possível dividir em pequenas tarefas para facilitar o processo. Um bom exemplo é dividir os estudos de acordo com o solicitado na prova, ou seja, por disciplinas ou habilidades, como no ENEM.
É nessa hora que um bom cronograma de estudos pode ajudar esse processo, já que divide todo o conteúdo em pequenas porções mais possíveis de digerir.
Como a procrastinação afeta os estudos?
A procrastinação é considerada uma falha na autorregulação da aprendizagem. Nesse sentido, o aluno que procrastina tem dificuldade em usar estratégias autorreguladoras, que podem ser de natureza cognitiva, como planejar e gerir seu tempo.
Na maioria das vezes, as ações proteladas não são justificadas por imprevistos ou por algum tipo de prioridade. Logo, também não são baseadas na aquisição de benefícios ou utilidades percebidas ao adiar as coisas.
Nesse adiamento, não há interesses pré-estabelecidos, preferências ou metas lógicas de natureza material, ou psicológica.
Além disso, os alunos que procrastinam são mais propensos a substituir tarefas acadêmicas por opções mais atraentes e com retorno imediato, como o uso de redes sociais da internet (Instagram, Twitter, Tiktok), com dispositivos eletrônicos ou ainda assistindo à televisão, encontrando amigos e participando de eventos sociais.
Desse modo, eles podem encontrar desafios para lidar com a tarefa em si e com os resultados que ela produz. Assim, o desempenho estudantil abaixo do esperado e o processamento superficial das informações podem ser agravados por um envolvimento constante na procrastinação.
- Como usar o ChatGPT para estudar para o ENEM? 6 dicas.
- Como defender a tese na redação do ENEM? Confira.
Como as redes sociais afetam os estudos?
Não se pode negar que as redes sociais influenciam não somente os estudos, mas diversos aspectos da vida dos seres humanos. Assim, ela pode ser uma aliada a procrastinação e prejudicar o desempenho dos estudantes.
Contudo, elas também desempenham um papel positivo nos estudos, já que permite, maior acesso à conteúdos gratuitos como video-aulas. Assim, pode ser uma ferramenta importante no processo de como parar de procrastinar nos estudos.
No que se refere a procrastinação, as redes sociais são mais vilãs, pois exigem muito tempo dos usuários para se manterem atualizados. Daí, vem o FOMO (Fear of Missing Out) ou em tradução livre “medo de ficar de fora”.
Esse processo atrapalha o foco, pois dá a impressão que está acontecendo algo muito relevante que não pode ser perdido, gerando até mesmo um vícios.
Segundo Milton Santos,
“Para ter eficácia, o processo de aprendizagem deve, em primeiro lugar, partir da consciência da época em que vivemos”
Então, essa relação complexa deve ser pensada a partir das relações sociais, mas também da relação subjetiva, ou seja, como é sua relação com as redes sociais e como elas influenciam os estudos.
Perguntas frequentes:
É o ato de adiar tarefas necessárias para atingir um objetivo. Ocorre por falhas na autorregulação, falta de conhecimento sobre como realizar a tarefa ou aversão ao que precisa ser feito.
As principais estratégias incluem entender seu método de aprendizagem, descobrir o que te motiva e criar uma rotina fixa para evitar indecisões diárias. Também é eficaz dividir metas grandes em pequenas tarefas e utilizar um sistema de recompensas após períodos de foco.
Elas geram o fenômeno FOMO (medo de ficar de fora), criando uma necessidade constante de atualização que interrompe a concentração e incentiva o adiamento dos estudos.
O adiamento constante gera estresse, desempenho acadêmico abaixo do esperado e um processamento superficial das informações, dificultando o aprendizado real para exames como o ENEM.
Ao transformar um objetivo longo, como “estudar para o ENEM”, em pequenas porções diárias por disciplinas ou habilidades, a tarefa torna-se menos intimidadora e mais fácil de executar.
Esse artigo foi útil?
Média da classificação 0 / 5. Número de votos: 0
Lamentamos que este post não tenha sido útil pra você.
Vamos melhorar este post.
Como podemos melhorar esse post?




