O conceito de ciberespaço, de Pierre Lévy, define a internet como um ambiente que integra as relações humanas. Contudo, essa conexão tornou-se um cenário de vícios comportamentais, onde o uso excessivo de redes sociais substitui a interação real por um isolamento nocivo.
Esse quadro é agravado pela nomofobia (angústia pela ausência do celular) e pela busca pelo corpo ideal, transformando a dependência digital em uma patologia que gera ansiedade e distorce a autoimagem. Dominar esse repertório sociocultural sobre vícios comportamentais é vital para discutir saúde mental na redação do ENEM.
O que são vícios comportamentais?
Os vícios comportamentais (ou dependências não químicas) são transtornos caracterizados pela repetição compulsiva de uma atividade que gera prazer imediato, mas resulta em prejuízos graves à saúde física, mental e social.
Diferente da dependência de substâncias, o vício ocorre em relação a um comportamento, como o uso de redes sociais (nomofobia), jogos de azar, compras ou videogames.
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Fontes e Bases Científicas:
- Organização Mundial da Saúde (OMS): A CID-11 (Classificação Estatística Internacional de Doenças) reconhece oficialmente o “Transtorno de Jogo” (Gaming Disorder) como uma patologia, equiparando a compulsão por games ao mecanismo de dependência química.
- B.F. Skinner (Behaviorismo): Explica o vício por meio do reforço positivo. O comportamento é repetido porque o cérebro recebe uma recompensa (dopamina) após a ação (curtida, fase vencida, etc.).
- DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais): Destaca que o sistema de recompensa do cérebro é ativado por esses comportamentos de forma similar às drogas de abuso, causando tolerância (necessidade de mais estímulo) e abstinência.
- Pierre Lévy e a Cibercultura: Contextualiza como o ciberespaço potencializou esses vícios ao oferecer estímulos infinitos e instantâneos através de algoritmos.
O Ciclo da Dopamina e o Vício em Redes Sociais
Para entender o repertório sociocultural sobre vícios comportamentais, é preciso analisar o sistema de recompensa do cérebro. A dopamina é o neurotransmissor do prazer e da motivação, liberado em picos cada vez que recebemos uma curtida ou notificação.
1. O Reforço Positivo de B.F. Skinner
As redes sociais utilizam técnicas de tecnologia persuasiva baseadas nos estudos de B.F. Skinner, um dos maiores psicólogos do século XX. O mecanismo é simples:
- Ação: Rolar o feed ou postar uma foto.
- Recompensa (Reforço Positivo): Receber um conteúdo agradável ou uma curtida.
- Consequência: O cérebro entende que deve repetir o comportamento para sentir prazer novamente, criando um loop de feedback.
2. A Tirania dos Algoritmos
O vício dopaminérgico é alimentado pelo algoritmo. Essa ferramenta mapeia dados (curtidas, tempo de tela e buscas) para entregar apenas o que causa satisfação imediata. O resultado é um engajamento ininterrupto que retira a consciência do usuário sobre o tempo gasto, levando à dependência digital.
3. Tolerância e Saúde Mental
Assim como em vícios químicos, o cérebro cria tolerância à dopamina: os neurônios reduzem seus receptores, exigindo cada vez mais tempo online para sentir o mesmo prazer. Esse desequilíbrio é a porta de entrada para patologias como ansiedade e depressão.
Filmes, séries e documentários sobre vícios comportamentais:
Para tornar sua argumentação mais concreta e visual, utilizar obras audiovisuais é uma estratégia excelente. Filmes e documentários ajudam a ilustrar como a teoria (como o sistema de recompensa e o isolamento social) se manifesta na prática cotidiana.
Além de conferirem repertório legítimo à redação, essas produções facilitam a compreensão de temas complexos, como a manipulação algorítmica e a busca por validação digital.
Confira abaixo as principais indicações para usar como repertório:
O Dilema das Redes (Netflix):
Essencial para discutir como os algoritmos são projetados para causar dependência. Ex-executivos do Google e Facebook explicam o design persuasivo que gera o vício dopaminérgico.
Onde assistir? Netflix
Ela (Her):
Retrata um homem que se apaixona por um sistema de inteligência artificial. Perfeito para discutir o isolamento social e a substituição de relações humanas por conexões digitais.
Onde assistir? Prime Video
Black Mirror (Episódio: Nosedive / Queda Livre):
O melhor exemplo sobre o vício em validação social. A protagonista vive em função de notas em redes sociais, o que destrói sua saúde mental e identidade.
Onde assistir? Netflix
Perguntas frequentes:
São dependências não químicas caracterizadas pela repetição compulsiva de uma atividade (como redes sociais ou jogos). O foco não é uma substância, mas o comportamento que gera prazer imediato e danos à saúde mental.
O conceito de Ciberespaço, de Pierre Lévy. Ele define a internet como um ambiente que integra as relações humanas, mas que na atualidade se tornou um espaço de isolamento e dependência digital.
Através do Ciclo da Dopamina. As redes sociais estimulam o sistema de recompensa do cérebro, liberando dopamina (neurotransmissor do prazer) a cada curtida ou notificação, criando um ciclo vicioso de busca por estímulos.
É um termo técnico que descreve a angústia ou ansiedade causada pela impossibilidade de estar com o celular, ou conectado à internet. É um excelente termo para demonstrar vocabulário específico na redação.
Eles utilizam a tecnologia persuasiva para mapear dados e entregar conteúdos que garantem satisfação imediata. Isso mantém o usuário conectado por mais tempo, alimentando a dependência dopaminérgica.
OMS (CID-11): Reconhece o transtorno de games como patologia.
B.F. Skinner (Behaviorismo): Explica o vício pelo reforço positivo (recompensa após a ação).
DSM-5: Equipara a ativação cerebral dos vícios comportamentais à das drogas de abuso.
Referências:
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