A procrastinação é frequentemente observada no processo de aprendizagem dos estudantes. A teoria de Schraw et al. (2007) apontou o medo do fracasso como um dos principais fatores responsáveis pela procrastinação acadêmica.
Além disso, diversos estudos demonstraram que a procrastinação está significativamente associada à ansiedade, depressão, satisfação com a vida e autoeficácia.
Um estudo de 2021 com 320 estudantes de medicina chineses, durante a pandemia de Covid-19, investigou a relação entre ansiedade acadêmica, procrastinação e resistência. Os resultados mostraram que a procrastinação media o impacto da ansiedade acadêmica, sugerindo que a ansiedade influencia a procrastinação, afetando a sensação de auto-deficiência.
Então, confira algumas dicas práticas para driblar a procrastinação na hora de escrever redação com o CRIA. Boa leitura.
O que é procrastinação?
A palavra procrastinar tem origem no latim, onde “pro” significa “para adiante”, “em direção a”, ou “em favor” de, e “crastinus” refere-se ao que pertence ao amanhã.
Entretanto, existem diversos sinônimos para esse comportamento: adiar, postergar, retardar, demorar, prolongar, enrolar, espaçar, transferir ou deixar para outro dia. Em essência, procrastinar é o ato de adiar uma tarefa que poderia ser realizada imediatamente.
É importante ressaltar que procrastinação não significa inatividade e não é sinônimo de ócio. Trata-se de realizar outras atividades de menor importância em vez da tarefa principal.
Embora as definições de procrastinação possam variar, elas compartilham um núcleo comum: todas reconhecem a transferência ou o adiamento de uma tarefa, ou decisão que deveria ser realizada.
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Como driblar a procrastinação na hora de escrever redação?
Procrastinar no contexto educacional significa adiar o começo ou a conclusão de tarefas ligadas aos estudos. Além disso, isso inclui deixar para depois ações como estudar, fazer trabalhos ou ler materiais obrigatórios.
Outros hábitos comuns de quem procrastina são os atrasos frequentes, faltar a muitas aulas e até “sumir” de eventos acadêmicos.
Se você já passa ou conhece alguém que está passando por essa situação, confira a seguir algumas dicas que podem auxiliar a driblar a procrastinação na hora de escrever redação:
1. Divida a tarefa em etapas menores:
De início, escrever uma redação pode ser uma tarefa desafiadora. Então, em vez de encarar a redação como uma única tarefa longa, divida-a em partes, como brainstorming, rascunho, revisão e finalização.
2. Defina prazos curtos:
Se, de fato, a tarefa for realmente muito extensa, como a produção de algum relatório, estabeleça pequenos prazos para cada etapa da redação.
Por que isso funciona? Trabalhar com prazos reduzidos cria uma sensação de urgência, o que dificulta procrastinar e ajuda a manter o foco após cada parte do projeto. Além disso, cumprir esses prazos curtos gera um sentimento de realização, incentivando você a seguir em frente.
3. Elimine distrações:
Quando for escrever seu texto, escolha um local onde você costuma estudar e faça o possível para criar um ambiente livre de distrações.
Então, desligue notificações do celular, bloqueie redes sociais e minimize outras fontes de interrupção. Um espaço tranquilo ajuda a manter o foco e a concentração, permitindo que você se dedique totalmente à escrita.
4. Recompense-se:
O reforço positivo é uma técnica da psicologia behaviorista, que visa incentivar e consolidar comportamentos desejados por meio da introdução de recompensas.
Assim, essa abordagem se fundamenta na ideia de que mudanças e aprendizados podem ser promovidos por estímulos. Então, o reforço positivo visa aumentar a probabilidade de que uma ação se repita, associando-a a uma consequência benéfica.
5. Se possível, faça terapia:
Se for viável, procure ajuda de um psicólogo, ou psicóloga, isso pode ser uma excelente opção para lidar com a procrastinação. Assim, a terapia oferece um espaço seguro para explorar as causas subjacentes desse comportamento, como ansiedade, medo do fracasso ou falta de motivação.
Nesse sentido, um profissional pode ajudar a desenvolver estratégias personalizadas para superar a procrastinação, melhorar a autoconfiança e estabelecer metas realistas. Além disso, a terapia pode proporcionar ferramentas para gerenciar melhor o tempo e as emoções, facilitando uma abordagem mais saudável e produtiva em relação às tarefas diárias.
Perguntas frequentes:
Procrastinar é o ato de adiar voluntariamente uma tarefa importante em favor de atividades de menor relevância. Segundo a teoria de Schraw et al. (2007), o principal gatilho é o medo do fracasso, frequentemente associado a quadros de ansiedade, baixa autoeficácia e perfeccionismo.
Diferente do ócio ou da inatividade, o procrastinador geralmente está ocupado realizando tarefas secundárias para evitar a principal. É uma falha na autorregulação emocional, onde o estudante substitui o esforço necessário por um alívio imediato, mas temporário.
A ansiedade gera uma sensação de incapacidade que trava o estudante. Estudos indicam que a procrastinação atua como uma mediadora: quanto maior a ansiedade acadêmica, maior a tendência de adiar os estudos, o que cria um ciclo vicioso de culpa e aumento do estresse.
Quando o hábito de adiar tarefas causa prejuízos significativos à saúde mental ou ao desempenho acadêmico, a terapia é recomendada. Um psicólogo ajuda a identificar causas subjacentes, como o medo do julgamento, e desenvolve ferramentas personalizadas de gestão de tempo e emoções.
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