O que é gamificação no ensino de redação?

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A gamificação no ensino de redação utiliza elementos de jogos, como pontos, desafios e recompensas, para aumentar o engajamento e a motivação dos alunos. Essa metodologia transforma a escrita em uma jornada lúdica e interativa, tornando o aprendizado mais divertido e eficaz para todos.

Um jovem com um suéter azul está sentado em uma mesa de sala de aula, usando um headset de realidade virtual (VR) preto. Ele segura o headset com as duas mãos, olhando para frente. Ao fundo, desfocadas, duas outras crianças estão em outra mesa, trabalhando em um projeto com peças de montar.

Se a palavra “redação” costuma gerar suspiros de desânimo na sua sala de aula, este artigo é para você. A gamificação no ensino de redação é a estratégia perfeita para transformar a escrita de um desafio tedioso em uma aventura envolvente.

Longe de ser apenas um “jogo”, a gamificação utiliza elementos do design de jogos em contextos não lúdicos, como a educação, para aumentar o engajamento e a motivação dos alunos.

Neste guia, vamos desvendar como a gamificação para professores pode ser a chave para redefinir o aprendizado, mostrando exemplos práticos e um passo a passo para você começar a aplicar a técnica em sua rotina.

O que é gamificação na educação?

A gamificação é a aplicação de mecânicas de jogos em ambientes de não-jogo. Em uma sala de aula, isso significa utilizar elementos como pontos, distintivos (badges), rankings e missões para incentivar a participação e o progresso dos alunos.

Assim, o objetivo não é apenas jogar, mas sim criar uma experiência de aprendizado mais dinâmica, onde cada conquista tem uma recompensa tangível.

Aspectos essenciais para aplicar a gamificação no ensino de redação:

Quando falamos sobre gamificação no ensino de redação, é fundamental ir além da ideia de “colocar um jogo na aula”. Assim, para a proposta ser realmente eficaz, alguns cuidados precisam ser tomados desde o planejamento.

1. Alinhamento entre o jogo e o conteúdo programático:

O primeiro ponto de atenção é garantir que o conteúdo abordado no jogo esteja compatível com o nível escolar da turma. Isto é, os desafios e as atividades gamificadas precisam dialogar com o que os estudantes estão estudando no momento.

Além disso, se houver defasagens no conhecimento, o ideal é oferecer aulas introdutórias de nivelamento antes de aplicar o jogo, garantindo que todos consigam acompanhar.

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2. Intencionalidade pedagógica na prática docente:

A gamificação não substitui a mediação do professor. Pelo contrário, ela precisa ser intencionalmente pensada como parte do planejamento de aula. Um exemplo disso é a oficina de produção textual presencial, que pode acontecer após as fases do jogo digital.

Vale ressaltar que essa oficina deve ser estruturada com base nos aprendizados e desafios vivenciados pelos alunos durante o jogo.

3. Acessibilidade e viabilidade da tecnologia:

Outro aspecto importante é considerar a realidade socioeconômica dos estudantes. A gamificação, especialmente em formato híbrido ou online, exige acesso a dispositivos com internet, como celulares e computadores.

Além disso, é importante que esses dispositivos consigam, por exemplo, ler códigos QR, recurso comum em jogos interativos. Por isso, vale checar com antecedência se os alunos têm acesso a esses equipamentos.

4. Letramento digital e diversidade de perfis:

Não podemos esquecer que nem todos os estudantes têm o mesmo nível de familiaridade com tecnologias. Em turmas com diversidade de faixa etária, como na Educação de Jovens e Adultos (EJA), por exemplo, pode ser necessário trabalhar o letramento digital antes da implementação da proposta.

Desse modo, isso garante que todos aproveitem a experiência gamificada sem frustrações.

Por que vale a pena investir nessa estratégia?

A evasão escolar no Brasil é um desafio persistente. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), em 2019, cerca de 29,2% dos jovens entre 14 e 29 anos abandonaram a escola por desinteresse nos estudos, sendo os adolescentes de 16 a 19 anos os mais afetados.

Além disso, a situação se agravou ainda mais após o retorno das aulas presenciais, em 2022, com um aumento de 171% nos índices de evasão escolar, comparado a 2019.

Diante desse cenário alarmante, é urgente buscar alternativas que tornem a escola mais atrativa para os estudantes — e é aí que a gamificação no ensino de redação entra como uma estratégia.

Gamificação no ensino de redação: unir o útil ao engajante

A proposta da gamificação no ensino de redação é justamente aliar elementos do ensino tradicional à linguagem dos jogos e da tecnologia. Entretanto, isso não significa transformar tudo em brincadeira, mas sim aplicar elementos como missões, recompensas e níveis de progressão para tornar o aprendizado mais estimulante.

Engajamento é a palavra-chave quando se fala em gamificação. Essa estratégia é uma forma de captar a atenção dos alunos em um mundo em que professores e facilitadores disputam espaço com as telas e os aplicativos.

Ao gamificar o ensino de redação, é possível:

  • Estimular a criatividade e a produção textual;
  • Incentivar a autonomia e o protagonismo dos estudantes;
  • Tornar o conteúdo mais acessível e interessante;
  • Reduzir a evasão escolar ao despertar o interesse pela aprendizagem.

Além disso, a gamificação permite uma imersão nos ambientes físicos e virtuais, expandindo o espaço da sala de aula e proporcionando novas formas de expressão.

Como CRIA pode ajudar no aprendizado?

A plataforma do CRIA é um recurso essencial para otimizar o tempo, melhorar o desempenho dos alunos e facilitar a rotina docente.

Agora que você já sabe mais sobre gamificação no ensino de redação, o CRIA pode ser a ferramenta ideal para esse processo. Mas o que é o CRIA?

O CRIA é um corretor de redação por inteligência artificial que utiliza modelos de aprendizado de máquina gerados por meio de redações escritas por alunos reais e corrigidas por professores.

Além disso, o CRIA realiza previsões de notas por competência, análise de contexto na introdução, previsão de defesa de tese, previsão de fuga ao tema, previsão de intervenção, uso de parônimas e homônimas, etc.

Mas o que o CRIA faz por você?

  • Análise instantânea da redação;
  • Simulação da sua nota do ENEM por competência;
  • Identificação de desvios, todos marcados no seu texto;
  • Traz correções detalhadas por competência;
  • Histórico de progresso;
  • Fornece dados para melhorias na escrita, em texto e/ou avatar explicativo;
  • Plataforma gamificada, pode compartilhar com amigos e obter vantagens;
  • Professor olha as correções do CRIA e pode alterar conforme achar necessário, assim o CRIA sempre aprende com eles.

Vamos começar? Então acesse aqui.

Perguntas frequentes sobre a gamificação da educação:

O que é gamificação e como ela se diferencia dos jogos?

Gamificação é a aplicação de elementos de jogos em um contexto não-lúdico, como a sala de aula. O objetivo não é simplesmente jogar, mas usar a mecânica de jogo (pontos, desafios) para aumentar o engajamento e a motivação para o aprendizado.

A gamificação funciona para todas as idades?

Sim. A gamificação pode ser adaptada para qualquer faixa etária, ajustando a complexidade das regras e o tipo de recompensa.

Preciso de tecnologia para aplicar a gamificação?

Não. Embora a tecnologia ajude (com aplicativos e plataformas), a gamificação no ensino de redação pode ser feita com quadros de pontos, adesivos e desafios criados pelo próprio professor.

A gamificação prejudica a seriedade do ensino?

Não. Ela não diminui a seriedade do conteúdo, mas muda a forma como ele é apresentado. A gamificação torna o processo mais atraente, aumentando a dedicação dos alunos.

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