Posso usar os ditados populares na redação do ENEM?

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Evite ditados populares na redação do ENEM. Eles são considerados senso comum e prejudicam as competências 2 e 3. Prefira repertórios legitimados, como citações, dados ou alusões históricas, para garantir autoridade e uma nota alta na argumentação.

Pessoa sentada no chão escrevendo em um planner aberto, com um notebook ligado ao lado, celular no chão e revistas espalhadas, em um ambiente de trabalho ou estudo doméstico visto de cima.

Para escrever uma redação nota mil no ENEM, é preciso ficar atento a diversos fatores. Desde a compreensão da estrutura do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, introdução, desenvolvimento e conclusão — até a utilização ou não de palavrões na redação, uso adequado de conectivos e uma proposta de intervenção coerente.

Entre os domínios que o candidato deve demonstrar está o repertório sociocultural: o conhecimento das artes e a literatura. Mas também inclui a religião, a política, a economia, a tecnologia, as tradições culinárias, as festas populares.

Porém, os ditados populares acabam caindo no senso comum e não são considerados um repertório sociocultural de qualidade. Por esse motivo, jamais utilize ditados populares para embasar seu argumento.

Desse modo, o CRIA preparou esse artigo para você entender o que são os ditados populares. Ademais, vamos te ajudar a compreender como eles se fazem presentes nas redações do ENEM. Boa leitura.

Ditados populares na redação do ENEM: o que são?

Os ditados populares tratam sobre a cultura e o comportamento de um grupo de indivíduos. Além disso, demonstram a sabedoria popular, ou seja, senso comum.

Pensando nisso, não se recomenda o uso na redação do ENEM por poder ser um fator generalizante e isso é muito prejudicial ao estudante.

Dessa forma, caso o candidato opte por utilizar, corre o grande risco de cair no senso comum. Confira agora alguns exemplos de ditados populares:

Exemplos de ditados populares:

  • Água mole, pedra dura, tanto bate até que fura;
  • De grão em grão, a galinha enche o papo;
  • Casa de ferreiro, espeto de pau;
  • Filho de peixe, peixinho é;
  • Cão que ladra não morde;
  • Por ele eu ponho minha mão no fogo;
  • A pressa é inimiga da perfeição;
  • Deus escreve certo por linhas tortas;
  • Um dia é da caça, outro do caçador;
  • De médico e louco todo mundo tem um pouco.

Portanto, pode-se pensar em ditados populares na redação do ENEM, mas não como argumento. De modo a argumentar de maneira coerente e coesa, precisa-se de dados científicos, jurismo, argumento de autoridade.

O que não fazer?

Em 2017, o tema o Exame Nacional do Ensino Médio foi: “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”. Suponhamos, então, a seguinte argumentação: “Uma andorinha sozinha não faz verão”.

Em síntese, utilizar esse ditado para dizer que a solução dessa problemática depende de um conjunto de ações foge do contexto ENEM.

Então, demonstrar domínio de outras esferas, outros repertórios é mais interessante para esse momento.

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Exceção de ditados populares na redação do ENEM

Agora você já compreendeu o que são dos ditados populares e como não utilizá-los. É preferível que o candidato e outros meios de contextualizar a introdução ou argumentar.

Em suma, existem diversas maneiras de demonstrar repertório sociocultural. É possível fazer citação direta ou indireta de pensadores, apresentar dados estatísticos, fazer uma alusão histórica, etc. Então, não arrisque cair no senso comum e derrubar a sua nota.

Veja agora um exemplo de como pode funcionar os ditados populares na redação do ENEM:

“Em briga de marido e mulher, não se mete a colher”, ditado que reflete uma postura infelizmente ainda muito comum a uma sociedade que presencia sua parcela feminina submetida às mais variadas formas de violência…”

Aqui, o ditado foi utilizado de maneira perfeita, já que representa o pensamento de determinada cultura e como ele colabora para a manutenção do problema.

Perguntas frequentes:

Posso usar ditados populares na redação do ENEM?

Poder, você pode, mas não é recomendado utilizá-los como base para o seu argumento. O ENEM exige um repertório sociocultural legitimado e produtivo. Ditados populares são considerados “senso comum” e não demonstram o domínio de conhecimentos acadêmicos, científicos ou culturais profundos que os corretores esperam.

Por que os ditados populares prejudicam a nota?

Eles prejudicam a nota principalmente na Competência 2 (Compreender a proposta e aplicar conceitos de várias áreas) e na Competência 3 (Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações). Como são frases prontas e generalistas, elas não trazem autoridade ao texto e mostram uma argumentação superficial.

Existe alguma exceção onde o ditado popular é bem-vindo?

Sim. Você pode usar um ditado popular para criticar um comportamento social. Por exemplo, ao citar “Em briga de marido e mulher não se mete a colher” para mostrar como esse pensamento contribui para a persistência da violência doméstica. Nesse caso, você não está usando o ditado como verdade, mas como um exemplo de problema a ser combatido.

O que devo usar no lugar dos ditados populares?

Para garantir uma nota alta, substitua os ditados por:
•Argumentos de Autoridade: Citações de filósofos, sociólogos ou especialistas.
•Dados Estatísticos: Informações de órgãos oficiais (IBGE, IPEA, OMS).
•Alusões Históricas: Fatos do passado que explicam o presente.
•Repertório Cultural: Referências a livros, filmes, séries ou músicas que se relacionem ao tema.

Usar ditado popular zera a redação?

Não, o uso de um ditado popular sozinho não zera a redação. No entanto, ele pode impedir que você alcance a nota máxima nas competências de argumentação e repertório, limitando seu desempenho geral.

Como transformar um ditado em um repertório produtivo?

Se você quer muito usar a ideia de um ditado, tente “sofisticar” a referência. Em vez de dizer “A pressa é inimiga da perfeição”, você pode citar o conceito de “Modernidade Líquida” de Zygmunt Bauman, que discute a pressa e a volatilidade das relações e processos na sociedade atual. Isso transforma o senso comum em repertório acadêmico.

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