Saber como é a redação da UNICAMP é o primeiro passo para conquistar uma vaga em uma das universidades mais concorridas do país. Diferente do modelo fixo do ENEM, a Unicamp desafia o candidato com propostas que exigem criatividade, versatilidade e, acima de tudo, respeito ao gênero textual solicitado.
Neste guia, desvendamos todos os segredos da Comvest para você produzir um texto nota máxima.
A estrutura da prova: duas propostas, uma escolha
Diferente de outros vestibulares, a prova de redação da Unicamp apresenta duas propostas de temas e gêneros distintos. O candidato deve ler atentamente ambas e escolher apenas uma para desenvolver.
Essa escolha deve ser estratégica. Verifique qual gênero você domina melhor e em qual tema você possui maior repertório. Não há um gênero “mais fácil”, mas sim aquele que melhor se adapta à sua capacidade de argumentação e interlocução.
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Diversidade de gêneros textuais: a marca da UNICAMP
Se você quer saber como é a redação da UNICAMP, precisa entender que ela não cobra apenas a dissertação. A banca pode solicitar gêneros como:
- Carta aberta ou carta do leitor;
- Artigo de opinião;
- Roteiro de podcast ou vídeo;
- Relatório ou manifesto;
- Contos ou crônicas.
O segredo está em respeitar a situação de interlocução. Você precisa entender quem você é no texto (sua máscara), para quem está escrevendo e qual é o objetivo daquela comunicação.
Como funciona a correção da Comvest?
A grade de correção da Unicamp é técnica e divide-se em quatro critérios principais, cada um valendo de 0 a 3 pontos, totalizando 12 pontos (que depois são convertidos para a nota final):
- Propósito de Interlocução: Você cumpriu o papel social proposto? O tom é adequado ao destinatário?
- Gênero Textual: O texto segue as características formais do gênero (ex: local e data em uma carta)?
- Leitura dos Textos de Apoio: Você utilizou a coletânea de forma produtiva, sem fazer cópia integral?
- Convenções da Escrita: Domínio da norma-padrão, coesão e coerência.
Passo a passo para organizar seu texto
Para ter sucesso e entender na prática como é a redação da UNICAMP, siga estas etapas:
- Identifique o comando: Grife quem você deve ser e para quem deve escrever.
- Analise a coletânea: A Unicamp valoriza a capacidade de relacionar os textos de apoio com o seu ponto de vista.
- Defina a tese: Mesmo em gêneros narrativos, a banca espera que você defenda uma ideia ou apresente uma reflexão crítica.
Estrutura e Logística da Prova
- Pontuação e Data: A prova vale um total de 12 pontos e é realizada no primeiro dia da segunda fase do vestibular.
- Extensão do Texto: O limite de escrita é de 28 linhas, com margens consideradas estreitas.
- Escolha da Proposta: A banca oferece duas propostas distintas; o candidato deve escolher apenas uma para desenvolver.
- Critérios de Escolha: A decisão deve basear-se na familiaridade com o gênero solicitado ou na afinidade com a coletânea de textos oferecida.
Aspectos Avaliados (Os 4 Eixos de Correção)
A Unicamp utiliza uma grade de correção específica que analisa como o texto se comporta em uma situação real de comunicação:
- Proposta Temática: Avalia se o candidato cumpriu todos os comandos do enunciado (como “descreva”, “argumente” ou “informe”).
- Gênero: Verifica se a estrutura do texto é compatível com o gênero solicitado e se há marcas claras de interlocução (quem escreve e para quem escreve).
- Leitura da Coletânea: Analisa a apropriação crítica e autoral dos textos de apoio, proibindo a cópia integral e exigindo que as ideias sejam articuladas com as palavras do próprio candidato.
- Convenções da Escrita e Coesão: Avalia a gramática e a articulação do texto de forma flexível, adaptando a exigência ao nível de formalidade que o gênero pede (ex: um discurso político exige um tom diferente de um post em rede social).
Histórico de Gêneros Textuais
Embora qualquer gênero possa ser cobrado, há padrões observados ao longo dos anos:
- Cartas: Gênero muito recorrente (pessoal, convite, denúncia), pois permite marcar bem a interlocução.
- Argumentativos e Expositivos: Nos últimos anos (2021-2024), houve prevalência de gêneros como discurso político, manifesto, texto de convocação e resposta.
- Narrativos: Embora menos frequentes hoje, gêneros como o diário ainda podem aparecer.
O que NÃO fazer na UNICAMP
- Não copiar a coletânea: O uso de trechos idênticos aos textos de apoio torna a redação inadequada e prejudica severamente a nota.
- Não usar o modelo ENEM/Fuvest: A dissertação argumentativa padrão não se aplica aqui; o foco deve ser na situação comunicativa e na “máscara” (o papel social) que o candidato deve assumir.
- Não ignorar os comandos: Se o enunciado pede para realizar uma ação específica (ex: repudiar algo), o tom e o estilo da linguagem devem refletir essa intenção.
Dicas para uma Redação Autoral
Para sair da cópia e atingir a nota máxima, utilize seus conhecimentos de mundo para expandir as ideias da coletânea. Por exemplo, se o texto fala sobre o Cerrado, você pode detalhar informações sobre biodiversidade ou citar o impacto do agronegócio com termos técnicos (como hotspot), contextualizando a informação trazida pela prova.
Perguntas frequentes:
Diferente de outros exames, a Unicamp apresenta duas propostas de temas e gêneros textuais distintos. O candidato deve ler ambas com atenção e escolher apenas uma para desenvolver.
A banca é conhecida pela diversidade, podendo solicitar cartas (abertas, de denúncia ou convite), artigos de opinião, roteiros de podcast, manifestos, relatórios e até contos ou diários. Nos últimos anos, houve uma prevalência de gêneros argumentativos e expositivos.
O candidato deve produzir a redação em um espaço de até 28 linhas. As margens são consideradas estreitas, o que exige um planejamento métrico e cuidadoso da escrita.
A redação vale 12 pontos e é avaliada em quatro eixos: propósito de interlocução, gênero textual, leitura dos textos de apoio e convenções da escrita. Cada critério vale de 0 a 3 pontos, e a prova ocorre no primeiro dia da segunda fase.
Não é recomendado, pois a dissertação argumentativa padrão não se aplica a todas as propostas da Unicamp. O foco da Comvest está na situação comunicativa, no respeito ao gênero solicitado e na “máscara” (papel social) que o autor deve assumir.
A cópia integral de trechos da coletânea torna a redação inadequada. Além disso, ignorar os comandos específicos do enunciado ou não estabelecer uma interlocução clara com o destinatário são falhas que reduzem a pontuação.
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