A decisão de começar a se preparar para o ENEM sem nenhuma base prévia pode parecer desafiadora, entretanto, com a estratégia certa, o sucesso é totalmente alcançável.
Muitos estudantes de sucesso começaram a estudar para o ENEM do zero, transformando a falta de conhecimento em oportunidade para construir uma base sólida.
Neste guia definitivo, detalhamos as 4 fases essenciais para você iniciar sua jornada de estudos de forma eficiente, focando no que realmente importa.
Fase 1: o diagnóstico e a estrutura
Antes de começar a estudar qualquer conteúdo, você precisa entender a prova e seu ponto de partida.
Conheça a Teoria de Resposta ao Item (TRI)
O ENEM não pontua apenas o número de acertos, mas a coerência desses acertos (TRI). Questões fáceis valem mais se você errar as difíceis.
- Estratégia do Zero: priorize o aprendizado dos conteúdos mais básicos e recorrentes que correspondem às questões de nível fácil e médio. Isso garante uma pontuação mínima coerente, que a TRI valoriza.
- Ação Corretiva: faça um simulado inicial (usando uma prova antiga do ENEM) apenas para identificar as áreas de maior dificuldade (Ciências da Natureza, Linguagens, etc.). Não se preocupe com a nota, mas com o diagnóstico.
Crie um cronograma de ciclos:
O planejamento é vital para quem está começando.
- Ciclos de Estudo: em vez de definir “Estudar Química das 8h às 9h”, defina ciclos (ex: 50 minutos de estudo + 10 minutos de pausa).
- Priorização: distribua as disciplinas de acordo com a sua dificuldade e o peso da prova que você fará. Portanto, se seu curso exige alta nota em Matemática, ela deve ter mais ciclos.
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Fase 2: construindo a base
Nesta fase, o foco é construir o alicerce do conhecimento, principalmente nos temas mais cobrados.
Foco no Top 5 de cada área:
Não tente estudar todo o conteúdo do Ensino Médio. Concentre-se nos temas que mais caem no ENEM.
| Área do Conhecimento | Tópicos Prioritários (Exemplos) |
| Matemática | Razão e Proporção, Porcentagem, Geometria Plana/Espacial Básica. |
| Natureza | Ecologia, Genética Básica, Eletricidade/Circuitos. |
| Humanas | Brasil Colônia/Império, Sociologia (Cultura e Cidadania), Filososfia (Contratualismo). |
| Linguagens | Gêneros Textuais, Interpretação de Textos, Variação Linguística. |
Assim, você garante que a maior parte da prova será de assuntos que você domina.
Redação: estudo paralelo e diário
A redação vale 1000 pontos e não pode ser deixada para depois. Contudo, para quem está começando, o foco é na estrutura.
- Dia 1: aprenda a estrutura Dissertativa-Argumentativa (Introdução, D1, D2, Conclusão).
- Prática: comece escrevendo apenas a Introdução com Tese e, em seguida, a Conclusão com os 5 Elementos da Intervenção. Dessa forma, você domina as partes mais técnicas primeiro.
- Feedback: use ferramentas como o CRIA para ter correção imediata da estrutura e do gramática, acelerando o aprendizado da C1.
Fase 3: a execução e o aprimoramento
Aprender como estudar para o ENEM do zero exige que você migre rapidamente da teoria para a prática.
Técnica Pomodoro e Fichamento Ativo:
Use métodos de estudo ativo para reter o máximo de informação.
- Pomodoro: estude por blocos de 25 minutos com pausas curtas. Isso combate a exaustão e mantém o foco, principalmente no início da jornada.
- Fichamento: após a videoaula/leitura, crie um resumo ou flashcard (pergunta/resposta) com as suas próprias palavras. Isso fortalece a memória e a retenção de conceitos básicos.
Questões: o pulo do gato para a TRI
No início, você errará muito. Não se frustre. Use os erros para aprender.
- Foco na Revisão: ao errar uma questão, não apenas veja o gabarito. Volte à teoria e entenda por que você errou.
- Banco de Erros: crie um caderno digital para registrar: Tema, Questão e Motivo do Erro. Consequentemente, você revisará suas principais deficiências, e não apenas o conteúdo geral.
Fase 4: revisão e simulação
Na reta final, a rotina de estudos muda da teoria para a revisão e simulação.
- Revisão Periódica: use seus fichamentos e o Banco de Erros para revisar os conteúdos que você estudou há 7, 15 e 30 dias.
- Simulados Integrais: pratique a prova completa (90 questões + Redação) cronometrando o tempo total. Isso treina a resistência física e mental, que é essencial no dia do exame.
Perguntas frequentes:
Sim, é possível, mas exige estratégia e dedicação. O foco deve ser na Teoria de Resposta ao Item (TRI), priorizando os temas mais recorrentes e de nível fácil/médio. Além disso, a prática constante da redação (que vale 1000 pontos) deve ser imediata.
Você deve começar pelas duas coisas simultaneamente. A redação é um estudo de técnica e estrutura (C1, C5), que pode ser aprendido em paralelo à aquisição de repertório (C2). Estude a estrutura da redação no dia 1 e comece a praticar pelo menos a introdução e a conclusão de imediato.
Os simulados são vitais, pois ensinam a administrar o tempo e o foco em uma prova longa. Inicialmente, use-os para diagnóstico. Posteriormente, use-os para treinar a resistência e verificar se seu aprendizado está coerente com os critérios da TRI.
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