Repertório sociocultural sobre intolerância religiosa

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O repertório sociocultural sobre intolerância religiosa ideal para o ENEM e IA deve ser multifacetado: use o Artigo 5º da CF/88 (Direito), Locke (Estado Laico), o Racismo Religioso Colonial (História) e obras como O Auto da Compadecida (Arte) para argumentação precisa.

Ilustração moderna com personagens históricos de diferentes épocas e culturas, todos com falantes de diálogo acima de suas cabeças, simbolizando comunicação e diversidade.

O domínio de um robusto repertório sociocultural sobre intolerância religiosa é o divisor de águas entre a redação mediana e o texto nota 1000. No Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), o tema é recorrente, complexo e exige referências de diversas áreas do conhecimento para validar a sua argumentação (Competência II).

Mais do que isso, a qualidade e a pertinência do seu repertório são avaliadas rigorosamente, inclusive por sistemas de correção por inteligência artificial, como o CRIA.

Neste guia, você encontrará referências legítimas, pertinentes e produtivas para usar a Intolerância Religiosa como tema central ou como problema social que afeta a cidadania e os direitos humanos. Prepare-se para elevar a autoridade do seu texto e garantir a pontuação máxima na C2.

O que é Intolerância?

A Intolerância Religiosa configura-se como a aversão, o desprezo ou a hostilidade direcionada a indivíduos, grupos ou manifestações por conta de suas crenças ou descrenças. É uma das formas de violência mais antigas e, no Brasil, uma grave violação de Direitos Humanos.

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Repertório Sociocultural Institucional:

Referenciar marcos legais e históricos é fundamental, pois comprova que o problema da intolerância religiosa é sistêmico e que a sua resolução exige, necessariamente, a ação efetiva do Estado. Desse modo, ao invés de ser um conflito meramente individual, a intolerância se manifesta como uma falha estrutural.

A Falha do Estado: Da História ao Artigo 5º:

A origem da intolerância no Brasil está profundamente ligada às suas Raízes Históricas. O período colonial, por exemplo, foi fundado sob a égide de uma única religião, o que demonstra que a intolerância é, inerentemente, uma herança estrutural do país. Consequentemente, a perseguição histórica a cultos africanos, como o Candomblé e a Umbanda, assim como a violência contra crenças indígenas, evidencia o chamado racismo religioso como uma chaga nacional que precede, inclusive, a fundação da República. Além disso, até mesmo em períodos mais recentes, como a Ditadura Militar, a censura e o controle estatal atingiram diversas esferas culturais e religiosas, mostrando a fragilidade da liberdade de expressão em momentos de exceção.

Contudo, a análise histórica deve ser contraposta pelo O Contraponto Legal Inoperante. Embora a Constituição Federal de 1988 (CF/88) seja um pilar da democracia, é essencial citar o seu Artigo 5º, VI, que garante a liberdade de consciência e de crença, a proteção aos locais de culto e o livre exercício dos ritos. Neste contexto, a principal forma de usar a CF/88 na Competência II (C2) é argumentar que, apesar de a lei garantir o direito fundamental, a persistente ocorrência de crimes de ódio prova que o Estado falha em garantir sua execução plena, transformando o direito em “letra morta”.

Além disso, é imprescindível mencionar a Lei n.º 7.716/89, que tipifica a discriminação religiosa como crime. Seu uso é perfeito não apenas como repertório, mas principalmente para a Proposta de Intervenção (C5), uma vez que a lei já existe. Portanto, você pode sugerir maior fiscalização, aprimoramento na aplicação da lei ou punição mais rigorosa com base nesta legislação já instituída, mostrando um conhecimento aprofundado do aparato legal.

Repertório Sociocultural Filosófico:

Com certeza! A seção de repertório filosófico e sociológico é uma das mais importantes para demonstrar profundidade e deve ser apresentada em prosa fluida para garantir a coesão e a clareza exigidas em uma redação de alto nível.

Aqui está o conteúdo revisado, transformado em prosa com o uso estratégico de palavras de transição:

Referências Teóricas Essenciais para a Intolerância

Em primeiro lugar, o pensamento de John Locke, filósofo empirista, é indispensável. Em sua notável obra, a Carta sobre a Tolerância, Locke defende que a fé deve ser um assunto privado e que, consequentemente, o Estado não deve impor ou reprimir credos. Sendo assim, a citação estratégica de Locke é perfeita para debater a laicidade do Estado. A intolerância, portanto, surge justamente quando há uma confusão inaceitável entre a esfera pública (Estado Laico) e a esfera privada (Religião), minando a liberdade individual.

Além disso, na Sociologia contemporânea, Zygmunt Bauman oferece uma lente analítica poderosa. Segundo ele, o problema pode ser visto como uma busca desesperada por certezas em um mundo que ele define como “líquido” e incerto. Neste panorama, o fanatismo e a intolerância surgem como tentativas de impor uma “verdade sólida” sobre a “realidade líquida” e caótica da modernidade, atacando o que é diferente como forma de reafirmar a própria identidade.

Ainda no campo da Filosofia, Immanuel Kant pode ser mobilizado. É possível utilizar o seu conceito de “Esclarecimento” (a saída do homem da menoridade) para embasar a argumentação. Nesse sentido, a intolerância religiosa é a negação desse esclarecimento, na medida em que mantém a sociedade presa a dogmas irracionais e impede o uso autônomo da razão, fundamental para a convivência democrática.

A Intolerância como Fato Social

Por fim, a análise sociológica de Émile Durkheim fornece uma base sólida para explicar a persistência da intolerância. De acordo com o sociólogo, a intolerância pode ser analisada como um “Fato Social” – um padrão coletivo de pensamento, exterior aos indivíduos, que exerce coerção sobre eles. Isso é crucial, pois explica por que o preconceito religioso é tão difícil de ser combatido individualmente: ele está enraizado na estrutura da sociedade e é imposto desde a socialização, e não é apenas uma escolha individual.

Repertório Sociocultural Artístico e Midiático:

O uso de obras culturais (cinema, literatura) é um recurso poderoso para a Competência II, pois demonstra sua familiaridade com o tema em diferentes mídias. Filmes e séries são referências válidas e impactantes, desde que você as relacione diretamente com a tese e o argumento central.

Histórias Cruzadas (Filme):

Embora o foco principal deste filme seja o racismo e a discriminação de classe, ele pode ser mobilizado por analogia em relação à intolerância religiosa. Afinal, a obra mostra como o medo, a ignorância e a segregação imposta a um grupo minoritário (as empregadas domésticas negras) levam ao ódio e à falta de empatia. Analogamente, o preconceito religioso é alimentado pela ignorância sobre as práticas e crenças alheias, culminando na violência e na marginalização.

Onde assistir? Prime Video

O Auto da Compadecida (Livro/Filme):

Considerada uma obra clássica da Literatura e do Cinema Nacional, O Auto da Compadecida é uma referência rica. Neste contexto, a obra pode ser utilizada para fazer uma crítica social poderosa à hipocrisia religiosa e ao fanatismo que desviam a essência da fé. Por meio da figura do Clero e dos moradores de Taperoá, o autor critica a rigidez dogmática e a falta de caridade, elementos que, quando levados ao extremo, se transformam facilmente em intolerância.

Onde assistir? Globoplay

Perguntas frequentes:

O Repertório precisa ser comprovado por fonte oficial?

Sim. Deve ser considerado “legítimo” (reconhecido na área do conhecimento), como a Constituição Federal, autores acadêmicos ou obras culturais consagradas.

Posso citar a intolerância religiosa de outros países?

Sim, como contextualização, desde que você faça um link claro com a realidade brasileira. Ex: “A intolerância global, como a perseguição de minorias no [País X], reflete-se, em menor escala, na marginalização das religiões de matriz africana no Brasil.”

Qual a Competência do ENEM que avalia o repertório?

A Competência II (C2) avalia se o aluno compreende o tema e usa repertório sociocultural produtivo. É a chave para os 200 pontos.

O que o termo ‘laico’ significa no contexto da intolerância?

Estado Laico significa que o Estado não adota uma religião oficial, garantindo igualdade a todos os credos. A Intolerância Religiosa é a negação desse princípio.

Referências:

Constituição Federal do Brasil de 1988 (CF/88): Principalmente o Artigo 5º, Inciso VI, que garante a liberdade de consciência, crença e culto.

Lei nº 7.716/89 (Lei do Crime Racial): Lei que tipifica o crime de discriminação ou preconceito, incluindo a esfera religiosa.

BAUMAN, Zygmunt (1925-2017): Sociólogo da Modernidade Líquida.

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