Como fazer uma boa redação no ENEM?

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Uma pessoa escrevendo com uma caneta branca em uma folha de papel sobre uma mesa. A imagem, bem iluminada, ilustra o processo de escrever uma redação, possivelmente para o ENEM.

A redação é a única prova discursiva do ENEM, e por isso é a sua grande chance de se destacar. Muita gente tem medo, mas a verdade é que como fazer uma boa redação no ENEM não é um mistério. É técnica. É sobre entender a estrutura, dominar as competências e praticar.

Então, este artigo do CRIA é um guia prático, que vai te levar do zero ao 1000. Vamos desvendar cada parte do texto, explicar o que os corretores realmente buscam e te dar dicas valiosas para você sair da insegurança e conquistar a nota máxima.

Entendendo a estrutura dissertativo-argumentativa:

A redação do ENEM segue um modelo fixo: o texto dissertativo-argumentativo. Ele é a espinha dorsal de qualquer redação nota 1000.

  • Introdução (1 parágrafo): apresente o tema e a sua tese (o seu ponto de vista). Crie um “gancho” que contextualize o assunto, usando dados, alusões históricas ou citações.
  • Desenvolvimento (2 parágrafos): defenda sua tese com argumentos sólidos. Cada parágrafo de desenvolvimento deve ter um argumento diferente e conter a sua argumentação, além de um repertório sociocultural (dados, exemplos, fatos históricos).
  • Conclusão (1 parágrafo): apresente uma proposta de intervenção detalhada para o problema abordado.

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As 5 Competências do ENEM: o que o corretor avalia?

Para fazer uma boa redação no ENEM, é crucial entender as cinco competências avaliadas. Cada uma vale 200 pontos e é a base para a sua nota.

  1. Competência 1: Domínio da norma-padrão da língua portuguesa. É a gramática. Evite erros de concordância, ortografia, pontuação e crase, ou seja, texto limpo e coeso demonstra maturidade.
  2. Competência 2: Compreensão da proposta e uso de repertório sociocultural. Você precisa entender o tema e usar conhecimentos de áreas como história, filosofia, sociologia ou geografia para enriquecer a sua argumentação.
  3. Competência 3: Seleção e organização de informações. É a coerência. Desse modo, seus argumentos devem ter uma sequência lógica e defender o seu ponto de vista de forma consistente.
  4. Competência 4: Uso de mecanismos linguísticos (coesão). São os conectivos e as palavras de transição. Eles dão fluidez ao texto, ou seja, ligando as ideias e parágrafos de forma harmoniosa.
  5. Competência 5: Proposta de intervenção. É a solução para o problema. Sua proposta deve ser detalhada e conter cinco elementos: quem faz (agente), o que faz (ação), como faz (meio/modo), para que faz (finalidade) e um detalhamento.

Dicas práticas para melhorar sua redação:

  • Pratique a Tese: a tese é a sua opinião sobre o tema. Uma tese clara e bem definida é o primeiro passo para um texto forte. Exemplo: Se o tema for a segurança alimentar, sua tese pode ser que a falta de políticas públicas e a especulação do mercado são os principais desafios.
  • Construa seu Repertório: mantenha um “caderno de repertório”, por exemplo, citações, dados e fatos históricos. Uma boa dica é ler jornais e revistas, assistir documentários e ler livros que aprofundem seu conhecimento sobre temas sociais.
  • Revise sempre: depois de escrever, leia e releia seu texto. Assim, isso ajuda a encontrar erros de gramática e a melhorar a fluidez. Ler em voz alta pode ajudar a identificar frases longas e com erros de coesão.

Redação Nota 1000 do ENEM 2017:

Tema: Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Autor: Matheus de Oliveira Rosa

“A Constituição Federal de 1988 — norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro — garante o acesso à educação para todos os cidadãos. No entanto, o precário sistema educacional voltado para surdos no Brasil, o qual não é eficiente na inclusão de alunos no ensino regular, impede que essa prerrogativa constitucional seja cumprida. Nesse sentido, é de fundamental importância a discussão acerca das razões que configuram esse desafio, como o despreparo do corpo docente, além da ausência de um ensino de qualidade que se adeque às necessidades dos deficientes auditivos.

Desenvolvimento 1:

Em primeiro plano, é indubitável que o despreparo dos profissionais da educação contribui para a exclusão do aluno surdo. De acordo com o educador e filósofo brasileiro Paulo Freire, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Nesse sentido, ao se considerar a formação de docentes no Brasil, percebe-se a ausência de disciplinas obrigatórias de Libras, a Língua Brasileira de Sinais, nas grades curriculares dos cursos de licenciatura. Dessa maneira, a incapacidade de comunicação entre mestres e alunos acarreta um maior isolamento desse público, que, em consequência, possui seu aprendizado comprometido. Tal fato explica, por exemplo, o índice alarmante de analfabetismo entre surdos no país, que, segundo a FENEIS (Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos), chega a 70%.

Desenvolvimento 2:

Ademais, é evidente a ausência de políticas públicas que visem a criação de um ensino de qualidade para pessoas com deficiência auditiva. De acordo com o livro “A Invenção da Tradição”, do historiador Eric Hobsbawm, muitas tradições, como a inclusão social, são forjadas com o objetivo de legitimar a ordem social. No entanto, ao se considerar o impasse da formação educacional dos surdos, percebe-se que, apesar da existência de políticas públicas, como a Lei de Libras, não há, por parte do poder público, a fiscalização necessária para que tais medidas sejam cumpridas. Assim, a comunidade surda fica à margem da sociedade, sem a garantia de seus direitos.

Conclusão:

Portanto, para que a educação inclusiva seja efetivada no país, é imprescindível que o Ministério da Educação (MEC), por meio da inserção da disciplina de Libras na grade curricular obrigatória das licenciaturas, capacite professores e futuros docentes para o ensino de alunos surdos. Tal medida tem por finalidade tornar a comunicação mais acessível e o processo de aprendizagem desses indivíduos mais eficiente. Cabe, ainda, aos gestores escolares a promoção de palestras e seminários, realizados por profissionais especializados em educação de surdos, que abordem a importância do respeito à diversidade e da inclusão social, o que irá garantir um espaço escolar mais inclusivo e humanizado.”

Análise: o que torna essa redação nota 1000?

Este texto exemplifica o domínio completo das cinco competências do ENEM:

  • Competência 1 (Norma Culta): A redação não apresenta nenhum desvio gramatical ou de convenção da língua portuguesa, demonstrando um domínio total da escrita formal.
  • Competência 2 (Repertório e Tema): O autor contextualiza o tema com repertórios de alta autoridade, como a Constituição Federal de 1988 e a citação de Paulo Freire. Ele articula essas referências de forma pertinente, mostrando que compreende o tema e as complexidades sociais envolvidas.
  • Competência 3 (Argumentação): A tese é clara na introdução (despreparo docente e ausência de ensino de qualidade), e os argumentos são desenvolvidos de forma lógica e coerente nos parágrafos seguintes. O uso de dados da FENEIS e o conceito de Eric Hobsbawm dão força e credibilidade aos argumentos.
  • Competência 4 (Coesão): O texto é costurado por diversos elementos coesivos, como “Nesse sentido”, “Em primeiro plano”, “Ademais” e “Portanto”, que conectam as ideias e garantem a fluidez da leitura, sem repetição de palavras.
  • Competência 5 (Proposta de Intervenção): A conclusão é um modelo perfeito de proposta de intervenção. Ela detalha todos os 5 elementos essenciais: agente (MEC e gestores escolares), ação (capacitar professores e promover palestras), meio (inserção de Libras, seminários com especialistas), finalidade (tornar o aprendizado eficiente e garantir um espaço inclusivo) e detalhamento (explicando como as ações seriam feitas).

Por que investir no CRIA para sua escola?

A plataforma do CRIA é um recurso essencial para otimizar o tempo, melhorar o desempenho dos alunos e facilitar a rotina docente.

Agora que você já sabe mais sobre por que adotar o CRIA em sua escola, o CRIA pode ser a ferramenta ideal para esse processo. Mas o que é o CRIA?

O CRIA é um corretor de redação por inteligência artificial que utiliza modelos de aprendizado de máquina gerados por meio de redações escritas por alunos reais e corrigidas por professores.

Além disso, o CRIA realiza previsões de notas por competência, análise de contexto na introdução, previsão de defesa de tese, previsão de fuga ao tema, previsão de intervenção, uso de parônimas e homônimas, etc.

Mas o que o CRIA faz por você?

  • Análise instantânea da redação;
  • Simulação da sua nota do ENEM por competência;
  • Identificação de desvios, todos marcados no seu texto;
  • Traz correções detalhadas por competência;
  • Histórico de progresso;
  • Fornece dados para melhorias na escrita, em texto e/ou avatar explicativo;
  • Plataforma gamificada, pode compartilhar com amigos e obter vantagens;
  • Professor olha as correções do CRIA e pode alterar conforme achar necessário, assim o CRIA sempre aprende com eles.

Vamos começar? Então acesse aqui.

Perguntas frequentes:

Quanto tempo devo dedicar à redação do ENEM?

A recomendação é dedicar cerca de 1 hora a 1 hora e 20 minutos para a redação, incluindo o rascunho, a escrita da versão final e a revisão.

O que é o repertório sociocultural legitimado?

É o conhecimento de outras áreas (história, filosofia, sociologia, arte) que você usa para argumentar. Ele é considerado “legitimado” quando é de fontes confiáveis, como livros, filmes, obras de arte e pensadores reconhecidos.

Posso fugir do tema na redação?

Não. Fugir do tema resulta em nota zero. Por isso, a leitura atenta da proposta é fundamental.

O que é um projeto de texto?

É o seu planejamento. Antes de começar a escrever, organize as ideias, defina a tese e selecione os argumentos. Isso garante que seu texto terá uma estrutura lógica e coerente.

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