Você já se pegou usando expressões como “pra”, “tô” ou gírias enquanto praticava sua redação? Embora sejam naturais no dia a dia, essas marcas de coloquialismo são os maiores inimigos da nota 1000. O ENEM exige o domínio rigoroso da Norma Culta e, para a banca corretora, o uso de linguagem informal é um sinal de falta de repertório gramatical e imaturidade acadêmica.
A Competência 1 avalia justamente a sua capacidade de separar a fala da escrita formal. Mas como identificar esses vícios de linguagem que passam despercebidos? Neste guia completo, vamos detalhar o que é o coloquialismo, mostrar exemplos práticos de erros comuns — como o gerundismo e a ambiguidade — e ensinar você a adequar seu texto ao padrão exigido pelas melhores universidades do país. Boa leitura!
Coloquialismo na redação do ENEM: o que é?
O coloquialismo, ou linguagem coloquial, é uma variação linguística, ou seja, a fala e a escrita do dia a dia. Em suma, são expressões informais e populares. É utilizada, usualmente, em conversas com amigos e familiares. Apesar de não ser considerada incorreta ou um erro, ela deve permanecer nos lugares adequados, ou seja, na informalidade.
Considerando que o ENEM é uma das provas mais importantes para muitos alunos, conhecer profundamente como é a redação do ENEM é crucial. Então, opte por uma linguagem clara, objetiva e adequada. Isso quer dizer que a linguagem coloquial deve ser evitada a todo custo na redação do ENEM.
Qual é a diferença entre linguagem coloquial e formal?
A diferença entre linguagem coloquial e formal está relacionada ao registro linguístico utilizado em diferentes contextos de comunicação. Assim, aqui estão as principais distinções entre esses dois tipos de linguagem:
Vocabulário e Expressões:
- Linguagem Coloquial: Utiliza um vocabulário mais informal, com gírias, expressões populares e termos do dia a dia. Pode incluir abreviações e contrações, como “tô” em vez de “estou” ou “pra” em vez de “para”.
- Linguagem Formal: Emprega um vocabulário mais sofisticado e preciso, evitando gírias e expressões informais. Prioriza palavras e expressões comuns na norma culta da língua.
Gramática e Sintaxe:
- Linguagem Coloquial: Tende a ser mais flexível em relação às regras gramaticais, permitindo estruturas de frase mais simples e coloquiais.
- Linguagem Formal: Respeita rigorosamente as regras gramaticais e sintáticas, usando estruturas de frase complexas e uma sintaxe mais elaborada.
Pronomes de Tratamento:
- Linguagem Coloquial: Costuma usar pronomes de tratamento menos formais, como “você” em vez de “senhor” ou “senhora”.
- Linguagem Formal: Usa pronomes de tratamento mais respeitosos, como “senhor” e “senhora”, especialmente em contextos profissionais e cerimoniais.
Finalidade e Contexto:
- Linguagem Coloquial: É mais comumente usada em situações informais, como conversas entre amigos, mensagens de texto ou redes sociais.
- Linguagem Formal: É apropriada em contextos profissionais, acadêmicos, oficiais e cerimoniais, como documentos legais, discursos, redações acadêmicas e comunicações empresariais.
Em resumo, a escolha entre linguagem coloquial e formal depende do contexto, da audiência e do propósito da comunicação. É importante ser capaz de alternar entre esses registros de acordo com a situação para garantir uma comunicação eficaz e apropriada.
Exemplos de coloquialismo na redação do ENEM:
Com o intuito de facilitar o entendimento, o CRIA preparou alguns exemplos de coloquialismo na redação do ENEM. Assim, ficará mais fácil de evitar:
Gerundismo:
Em suma, é uma prática linguística que usa excessivamente e de forma inadequada na comunicação oral ou escrita o verbo no modo gerúndio. Então, esse uso excessivo na comunicação pode a tornar confusa e prejudicar a clareza da mensagem.
Portanto, utilizar o gerúndio em si não é um erro, mas sim utilizar como se fosse um verbo principal, o que causa imprecisão e redundância.
Exemplo: “Devemos estar analisando os principais problemas do país.”
Pleonasmo:
O pleonasmo é uma figura de linguagem que consiste na repetição desnecessária de palavras. Porém, não qualquer tipo de palavra, mas com o mesmo significado ou que reforçam uma ideia já expressa.
Sendo o ENEM uma prova que exige linguagem concisa, é essencial evitar figuras de linguagem assim como o pleonasmo. Pois, é provável prejudicar o desempenho do candidato.
Exemplo: Voltar atrás, subir para cima, exatamente iguais, há anos atrás.
Neologismo:
É um termo ou palavra advindo de uma língua estrangeira para resignar algo novo ou inédito. Na redação do ENEM, opte sempre por palavras em português, exceto se não exista outra versão.
Também para não criar palavras que não sejam compreensíveis. Ademais, ou escrever um vocabulário que não comprometa a clareza do texto.
Exemplo: “A virtualidade nos conecta em tempo real, mas também nos afasta do mundo real, criando uma sensação de irrealidade.” Substitua “virtualidade” por “mundo virtual”.
Ambiguidade:
É o uso de uma palavra ou expressão que pode ser interpretada de duas ou mais maneiras diferentes. De modo geral, utilize uma linguagem clara e objetiva para evitar esse tipo de situação.
Em síntese, garanta que sua mensagem seja clara para não haver nenhuma dúvida sobre o que foi escrito. Em geral, acontece quando há mais de um sujeito na sentença ou uso indevido de pronomes possessivos.
Exemplo: “O policial atirou no suspeito com o revólver que estava em seu no bolso”. A questão é: em qual bolso, do policial ou do suspeito?
Cacófato:
É uma figura de linguagem em que duas palavras juntas produz um som desagradável ou forma outra palavra. É aconselhável evitar, pois pode prejudicar a clareza e a harmonia do texto.
Exemplo: “Eu vi ela” ou “Viela”?
“Os alunos unidos conseguem superar todas as dificuldades.” A junção de “alunos” e “unidos” gera: “alun-osnidos”.
Qual linguagem devo utilizar na redação do ENEM?
A fim de atingir uma boa nota na redação do ENEM, é necessário entender vários conceitos, assim como comentado anteriormente. Pensando nisso, um dos pontos essências, é manter uma linguagem clara e objetiva, isto é, a Língua Culta.
Mas afinal, o que é norma culta? É o conjunto de padrões linguísticos utilizados por uma comunidade linguística mais escolarizada. Isso quer dizer, que seguir as normais gramaticais da Língua Portuguesa é necessário.
Todos os falantes de uma língua são dotados de uma capacidade de adequação linguística para cada ambiente. Isso quer dizer que cada momento, sendo ele formal como trabalho, escolha e informal, com a família, amigos precisa de uma adequação.
Por que devo evitar o coloquialismo na redação do ENEM?
É imprescindível que os candidatos evitem a todo custo o coloquialismo na redação do ENEM. Motivos? Temos alguns. O primeiro deles é que a redação do ENEM é corrigida seguindo as cinco competências do ENEM disponibilizadas pela cartilha do participante do INEP.
A primeira competência avaliada é a “Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa.”. Assim, isso quer dizer que nessa modalidade de escrita, não há espaço para informalidade. Então, se o seu desejo é obter nota máxima na redação, deixe de lado o coloquialismo, ou seja, marcas linguísticas que indiquem informalidade ou marcas da fala.
Desse modo, a redação do ENEM é uma prova acadêmica e requer uma abordagem formal. O coloquialismo, caracterizado por expressões informais, gírias, linguagem cotidiana, palavrões, não é apropriado para esse contexto. Usar uma linguagem formal demonstra maturidade e respeito pelo ambiente acadêmico.
Quais são as cinco competências do ENEM?
Uma das características distintivas do ENEM é a avaliação por meio de cinco competências, que desempenham um papel central na pontuação das redações e na avaliação da capacidade dos candidatos de se comunicarem eficazmente por escrito.
Assim, conheça as cinco competências do ENEM:
- Competência 1 – Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa.
- Competência 2 – Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.
- Competência 3 – Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
- Competência 4 – Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
- Competência 5 – Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
Como evitar o coloquialismo na redação do ENEM?
Depois de todas essas informações, você pode se perguntar: como evitar o coloquialismo na redação do ENEM? Bom, o ideal é se preparar muito bem para a redação. Leia muitos livros, notícias, artigos e opinião. Afinal, esse é um modo de conhecer a norma culta.
Outro ponto importante é treinar o máximo possível a redação. Assim, com treino ficará bem mais fácil de dominar a estrutura do texto e a linguagem utilizada.
Perguntas frequentes:
O coloquialismo é o uso de variações linguísticas típicas da fala cotidiana, como gírias, expressões populares e abreviações (ex: “tá”, “pra”). Na redação do ENEM, ele deve ser evitado para manter o caráter acadêmico do texto.
É a Competência 1, que exige que o candidato demonstre domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa. Marcas de informalidade impedem que o aluno alcance os 200 pontos nesta categoria.
O gerundismo é o uso vicioso e desnecessário do gerúndio para expressar ações futuras (ex: “vou estar analisando”). Ele causa imprecisão e torna o texto cansativo, devendo ser substituído por formas diretas como “analisarei” ou “vou analisar”.
Não. Mesmo que o tema seja social ou jovem, o gênero dissertativo-argumentativo exige o registro formal. O uso de gírias é considerado uma falha grave de adequação linguística.
A ambiguidade ocorre quando uma frase tem mais de um sentido possível. Para evitá-la, use pronomes possessivos com cuidado e certifique-se de que o sujeito de cada ação esteja claro para o leitor.
A linguagem formal respeita rigorosamente as regras gramaticais, utiliza vocabulário preciso e evita contrações. Já a informal é flexível, usa termos do dia a dia e foca na rapidez da comunicação oral.
Esse artigo foi útil?
Média da classificação 5 / 5. Número de votos: 2
Lamentamos que este post não tenha sido útil pra você.
Vamos melhorar este post.
Como podemos melhorar esse post?




