Se gramática é um dos seus pontos de melhoria, o primeiro passo é identificar se o foco deve ser pontuação, ortografia, vocabulário, etc. E quando sei que estou construindo frases na voz passiva? Antes de mais nada, é preciso compreender conceitos básicos como qual sujeito de uma oração, identificar o verbo e os complementos, etc.
Para escrever textos mais claros e objetivos, é fundamental manter a construção de uma oração direta – isto é, “sujeito” + “verbo” + “complementos”. Afinal, isso garante que as ideias sejam transmitidas de maneira mais clara, sem ambiguidade.
Quer saber como escrever sem ambiguidades e evitar a voz passiva na redação do ENEM? Confira agora esse conteúdo completo do CRIA. Boa leitura.
O que são vozes verbais?
As vozes verbais dizem respeito à relação entre o sujeito e o verbo em uma frase. Desse modo, o objetivo é destacar o objeto ou a pessoa que sofre a ação em uma frase, em vez de quem a realiza.
Então, nessa estrutura, o sujeito da oração passa a ser o receptor da ação, enquanto o agente – aquele que executa a ação – pode ser mencionado ou omitido.
A voz passiva é formada pelo verbo “ser” ou “estar”, seguido do particípio passado do verbo principal. Muito complicado? Então vamos a alguns exemplos:
Voz passiva: “O casal que estava desaparecido na Serra da Mantiqueira foram encontrados pela polícia.”
Ativa: “Os policiais encontraram o casal que estava desaparecido na Serra da Mantiqueira.”
Voz passiva: “72 objetos saqueados da Nigéria no século 19 foram devolvidos pelo Museu do Louvre.”
Ativa: “Museu de Londres devolve 72 objetos saqueados da Nigéria no século 19.”
Voz passiva: O livro “As crônicas de gelo e foco” foi escrito por George R.R. Martin”
Ativa: George R.R. Martin escreveu o livro “As crônicas de gelo e foco”.
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O que é voz ativa?
A voz ativa é uma construção gramatical que coloca o sujeito como o agente da ação em uma frase. Então, ao contrário da voz passiva, na voz ativa o sujeito realiza a ação expressa pelo verbo, enquanto o objeto recebe essa ação.
Em suma, essa construção permite comunicar informações de maneira direta, o que confere clareza e objetividade à mensagem transmitida. Veja um exemplo:
“Vereador quer mudar nome de rua em Salvador para “Alameda Beverly Hills”
Sujeito: vereador
Verbo: quer mudar
Complemento: nome de rua em Salvador para “Alameda Beverly Hills”
E a voz passiva?
A voz passíva, de modo geral, é a estrutura gramatical que coloca o objeto ou a pessoa que sofre a ação como o foco da frase, em vez de quem realiza a ação.
Para que isso aconteça, é preciso que o complemento da oração seja um objeto direto.
Mas o que é objeto direto?
O objeto direto é o complemento de um verbo transitivo direto, ou seja, em casos nos quais não há nenhuma conjunção ou elemento entre verbo e objeto. Exemplos:
“A professora leu o relatório com muita atenção.”
Sujeito: A professora
Verbo: leu
Objeto direto: o relatório
Para compreender melhor, vamos a um exemplo de frase com verbo transitivo indireto:
“A professora gosta de ler os relatórios com muita atenção”
Sujeito: A professora
Verbo: gosta
Objeto indireto: e ler os relatórios
Então, o verbo gostar é, por natureza verbal, um verbo transitivo indireto. Isto é, exige a presença de um complemento introduzido por uma preposição. Assim, o termo “de” determina que o complemento verbal será um objeto indireto.
Para deixar esse assunto na ponta da língua, o estudante deve se dedicar ao assunto de transitividade verbal, assim ficará mais fácil de entender a transitividade de cada verbo.
Voz reflexiva?
Por fim, a voz reflexiva é aquela que indica que a ação do verbo recai sobre o próprio sujeito. Assim, ela costuma ser utilizada quando o sujeito realiza uma ação que recai em si mesmo.
Desse modo, o sujeito da oração exerce uma ação sobre si mesmo – por isso o termo “reflexivo”. Outra possibilidade é quando há uma relação de reciprocidade entre os participantes da ação.
De modo geral, a voz reflexiva sempre irá apresentar pronomes reflexivos “me”, “te”, “se”, “nos”, “vos” e “se” antes do verbo. Então, segue agora alguns exemplos:
“Feri-me com a faca.”
Sujeito: sujeito implícito “Eu”
Pronome reflexivo: me
Verbo: faca
“Ele se arrependeu do erro.”
Sujeito: Ele
Pronome reflexivo: se
Verbo: arrependeu
Como evitar a voz passiva na redação do ENEM?
A redação do ENEM é conhecida por sua estrutura e linguagem objetiva. Nesse sentido, cabe ao candidato conhecer e dominar a norma padrão a fim fugir ambiguidades e da falta de clareza no texto. Para isso, o estudante deve entender como evitar, de fato, a voz passiva.
O primeiro passo é identificar os verbos “ser” e “estar”, já que são os verbos responsáveis por colocar as orações em voz passiva. De maneira geral, não é preciso excluir esses verbos do seu texto, porém busque por termos mais objetivos e claros que dizem o que você está buscando dizer.
E o mais importante é revisar o texto, uma vez que a revisão permite identificar a ocorrência da voz passiva em sua redação. Assim, ficará bem mais fácil transformá-las em voz ativa. Porém, se você não souber identificar a voz passiva, o CRIA pode ser a ferramenta ideal para os seus estudos.
Perguntas frequentes:
É a construção em que o sujeito sofre a ação do verbo, geralmente formada por verbo ser/estar + particípio, o que pode gerar frases menos claras e objetivas.
Não é proibida, mas o uso excessivo pode comprometer a clareza, a objetividade e a competência gramatical avaliadas pelo ENEM.
Porque torna o texto mais direto, claro e objetivo, facilitando a compreensão do corretor e fortalecendo a argumentação.
Observe se há verbos como foi, foram, era, estava seguidos de particípio e se o sujeito sofre a ação em vez de praticá-la.
Não. Apenas verbos transitivos diretos admitem a transformação para a voz passiva.
Não. Porém, se gerar ambiguidade, falta de clareza ou erros gramaticais recorrentes, pode reduzir significativamente a nota.
Prefira estruturas com sujeito agente, revise o texto e reescreva frases passivas transformando-as em voz ativa.
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