Paulo Freire é, sem dúvida, um dos pensadores mais influentes da educação moderna, cujo trabalho revolucionou o ensino no Brasil e em países do Terceiro Mundo. Suas ideias inspiraram gerações de professores e pensadores comprometidos com a educação.
Seu princípio de “educação como ação cultural” e seu método de conscientização transformaram a alfabetização. Além disso, Freire não somente ensinava a ler e escrever, ele buscava despertar a consciência crítica nos alunos, especialmente em contextos de desigualdade social.
Por isso, suas técnicas foram adaptadas em milhares de projetos educacionais, onde a aprendizagem está diretamente ligada a lutas por direitos.
Quer conhecer um pouco melhor sobre quem foi Paulo Freire? Então, continue com o CRIA e boa leitura.
Quem foi Paulo Freire?
Nascido em Recife (PE), no bairro de Casa Amarela, em 19 de setembro de 1921, Paulo Reglus Neves Freire se tornou um dos maiores educadores da história do Brasil.
Criador do revolucionário Método Paulo Freire, sua abordagem pedagógica transformou a alfabetização de adultos no país e no mundo.
Entre a aridez da seca e a vitalidade da cultura popular, ele descobriu cedo que a educação não era sobre palavras em livros, mas sobre a vida. Essa consciência, de que os saberes dos oprimidos tinham valor, seria o início da sua revolução pedagógica.
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A essência do Método Paulo Freire:
Sua proposta inovadora parte de dois pilares fundamentais:
- A realidade do educando — O aprendizado começa pelo universo cultural e social do aluno
- A organização do “dado” — A fala do educador serve como ponto de partida para a construção coletiva do conhecimento
Diferente dos modelos tradicionais, o Método Paulo Freire não impõe conteúdos prontos, mas transforma a sala de aula em um espaço de diálogo e emancipação, onde educador e educando aprendem juntos.
Por que esse método revolucionou a educação?
- Rompe com a relação vertical de ensino
- Valoriza o saber popular
- Transforma a alfabetização em ato político
- Já alfabetizou milhões em todo o mundo
Nascido no Nordeste brasileiro, Freire levou seu método para diversos países, tornando-se referência global em pedagogia crítica e educação libertadora. Assim, sua obra continua atual, inspirando educadores comprometidos com uma sociedade mais justa.
O método que desafiava a ditadura das cartilhas
Nos anos 1960, em Angicos (RN), Freire provou que alfabetizar podia ser um ato político. Seu método, considerado subversivo por alguns, substituía frases como “vovô viu a uva” por palavras geradoras como “tijolo” e “trabalho”, vocábulos carregados do cotidiano dos alunos.
Em 40 horas, adultos que carregavam a vergonha do analfabetismo descobriam que sua realidade não era um obstáculo, mas o ponto de partida para a aprendizagem. A ditadura militar, porém, não toleraria um educador que transformava salas de aula em espaços de libertação.
Exílio: uma pedagogia em trânsito
Perseguido pelo regime de 1964, Freire levou suas ideias primeiro para o Chile, onde escreveu Pedagogia do Oprimido (1968), obra que se tornaria bíblia da educação libertadora.
Mais tarde, na África, ajudou países recém-independentes a construir sistemas educacionais que rejeitavam o modelo colonial. Esse período mostrou que sua pedagogia não era um produto brasileiro, mas uma linguagem universal da dignidade humana.
O retorno: educação como ato de amor e justiça
Nos anos 1980, de volta ao Brasil, Freire assumiu como secretário municipal de Educação de São Paulo sob a gestão de Luiza Erundina. Suas políticas, como a criação de ciclos de aprendizagem em vez de reprovação, eram práticas de seu credo: “Ensinar exige escuta”.

Além disso, mesmo após deixar o cargo, seguiu como exemplo para professores que, nas periferias, reinventavam seu método em projetos de educação popular.
Legado: quando as ideias se tornam verbo
Morto em 1997, Freire deixou mais que teorias, deixou um jeito de estar no mundo. Sua “amorosidade” (essa mistura de rigor e afeto) sobrevive em cada professor que alfabetiza com poemas de Drummond, em cada aula que discute desigualdade a partir de notícias locais, em cada aluno que descobre que ler não é decifrar letras, mas interpretar a vida.
Em um Brasil ainda desigual, sua voz ecoa como lembrete: educar é sempre um ato de esperança e de coragem revolucionária.
Perguntas frequentes:
Paulo Freire foi um educador brasileiro, nascido em Recife, reconhecido mundialmente como o patrono da educação brasileira. Sua importância reside na criação de uma pedagogia crítica que transformou a alfabetização em um ato de conscientização social e política, focada na emancipação das classes oprimidas.
O método propõe uma educação baseada no diálogo e na realidade do aluno. Em vez de conteúdos prontos, utiliza “palavras geradoras” do cotidiano (como “tijolo” ou “trabalho”) para despertar a consciência crítica, permitindo que o estudante aprenda a ler o mundo ao mesmo tempo em que aprende a ler as letras.
Sua obra mais influente é “Pedagogia do Oprimido” (1968), escrita durante seu exílio no Chile. O livro é considerado uma referência global em pedagogia libertadora e discute a relação entre o educador e o educando como uma construção coletiva de conhecimento.
Freire foi perseguido e exilado em 1964 porque seu método de alfabetização era considerado subversivo pelo regime. Ao ensinar adultos a ler e escrever através da análise de sua própria realidade social, ele incentivava o pensamento crítico e a busca por direitos, o que desafiava o controle político da época.
Significa que a educação não deve ser apenas uma transmissão de informações (educação bancária), mas um processo onde o indivíduo se torna sujeito da sua própria história. É o ato de aprender a interpretar a realidade para poder transformá-la em direção a uma sociedade mais justa.
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