“Um país só será democrático de fato quando todos tiverem os mesmos direitos e oportunidades.” A frase é de Macaé Evaristo, professora, gestora pública e atual ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania do Brasil.
Sua história é marcada por pioneirismo, luta antirracista e compromisso com a educação como ferramenta de transformação social.
Em 2023, assumiu o Ministério dos Direitos Humanos, trazendo para o centro do debate público temas urgentes como racismo, feminicídio negro e o direito à moradia.
Quem é Macaé Evaristo?
Macaé Maria Evaristo dos Santos é uma professora, assistente social e política brasileira, ocupando atualmente o cargo de ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania do Brasil.
Nascida em 3 de abril de 1965, em São Gonçalo do Pará, Minas Gerais, Macaé tem uma trajetória marcada pela atuação na educação e na defesa dos direitos humanos.
Entre 2005 e 2012, Macaé foi secretária municipal de Educação de Belo Horizonte. Posteriormente, de 2015 a 2018, atuou como secretária de Educação de Minas Gerais, tornando-se a primeira mulher negra a ocupar esse cargo no estado.
Em 2020, foi eleita vereadora em Belo Horizonte. Já em 2022, elegeu-se deputada estadual em Minas Gerais. Em setembro de 2024, foi nomeada ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Recentemente, em março de 2025, Macaé foi homenageada pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, reconhecimento de sua dedicação à promoção dos direitos humanos no país.
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Educação como prática de liberdade:
Macaé é pedagoga formada pela UFMG e tem longa trajetória como educadora popular. Sua atuação sempre esteve ligada à ideia de uma educação libertadora, que reconhece e valoriza a cultura negra, as identidades periféricas e a história afro-brasileira.
Além disso, em sua gestão como secretária, ajudou a implementar políticas baseadas na Lei 10.639/2003, que inclui o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas.
Segundo dados do MEC, 40% das redes públicas ainda não consideram os efeitos do racismo no desempenho escolar, tornando sua atuação ainda mais relevante.
Além disso, Macaé defende a formação contínua de professores, o desenvolvimento de indicadores de equidade racial e o fortalecimento de uma educação que combata as desigualdades estruturais.
Direitos Humanos em foco
Na entrevista concedida ao programa Roda Viva, em novembro de 2024, mês em que o Dia da Consciência Negra foi celebrado pela primeira vez como feriado nacional, Macaé ressaltou a importância de fortalecer mecanismos institucionais contra o assédio e a violência.
Para ela, “segurança pública também é um direito da população pobre e negra”, e a desmilitarização da polícia precisa entrar no debate.
Outros temas centrais abordados na conversa foram:
- Feminicídio negro: quase 80% das vítimas são mulheres negras. Macaé defende políticas de independência econômica e a ampliação das casas de abrigo.
- População em situação de rua: soluções incluem moradia digna via Minha Casa Minha Vida, qualificação profissional e acesso a direitos básicos como banheiros públicos.
- Racismo religioso: aumento de 80% nas denúncias de intolerância em 2024 exige ações contra a atuação de milícias e respeito à laicidade do Estado.
- Pessoas trans: o Brasil lidera o ranking de assassinatos de mulheres trans. A ministra propõe políticas específicas de acolhimento, educação e investigação dos crimes.
- Memória negra: editais como Paulo Gustavo e Aldir Blanc têm potencial de fortalecer irmandades, congados e acervos comunitários negros.
Uma trajetória de protagonismo
Ser a primeira mulher negra em tantos espaços decisórios não é apenas um feito simbólico, mas um marco na luta por representação e justiça racial.
Macaé Evaristo tem atuado concretamente para garantir que os direitos humanos sejam, de fato, direitos de todos.
Sua presença no governo, em pleno século XXI, ainda representa um avanço diante de uma realidade em que pessoas negras continuam sendo as maiores vítimas da violência, da pobreza e da exclusão social. Como em entrevista:
“Essa luta antirracista não pode se limitar a efemérides, precisa ser cotidiana.”
Para refletir na sala de aula
Se você é educador ou educadora, aproveite este conteúdo para discutir com os alunos temas como:
- A importância da representatividade na política
- A história da educação antirracista no Brasil
- O papel das mulheres negras na construção de políticas públicas
- O que é racismo estrutural e como ele impacta a vida das pessoas
Macaé Evaristo é um exemplo vivo de como a educação pode ser instrumento de emancipação, dignidade e justiça social.
Assim, conhecer sua trajetória é também reconhecer que outras histórias como a dela ainda precisam encontrar espaço para florescer.
Perguntas frequentes:
Macaé Evaristo é professora, assistente social e política brasileira, atual ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania do Brasil. Com sólida trajetória na educação, foi a primeira mulher negra a ser secretária de Educação em Minas Gerais e ocupou cargos como vereadora e deputada estadual antes de assumir o ministério em 2024.
Macaé é pedagoga formada pela UFMG e assistente social, com mestrado em Educação. Sua carreira é marcada pela gestão pública, tendo sido secretária municipal de Educação de Belo Horizonte e secretária estadual de Educação de Minas Gerais, além de atuar como educadora popular e defensora da educação antirracista.
Suas principais pautas incluem a educação como ferramenta de libertação, a implementação da Lei 10.639/03 (ensino de história afro-brasileira), o combate ao feminicídio negro, a proteção da população em situação de rua, o enfrentamento ao racismo religioso e a garantia de direitos para a comunidade trans.
Macaé é uma referência na implementação de políticas de equidade racial no ensino. Ela defende a formação contínua de professores para combater o racismo estrutural nas escolas e a valorização da cultura negra e periférica como base para uma educação que promova a justiça social e a cidadania.
Como ministra, ela foca no fortalecimento de mecanismos institucionais contra o assédio e a violência, na promoção da segurança pública para a população negra e pobre, e no desenvolvimento de indicadores de equidade que permitam políticas de moradia e independência econômica para grupos vulnerabilizados.
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